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2019: o ano do optimismo

A vitória da co-criação
‘Co-criação’ é a palavra-chave destacada pela Fujitsu para os próximos doze meses. Susana Soares, directora de marketing, esclareceu que a transformação digital que o sector empresarial atravessa coloca inúmeros desafios aos gestores, que têm de tirar, rapidamente, o melhor partido das novas potencialidades da inteligência artificial, machine learning ou blockchain, disponibilizando aos seus colaboradores as melhores ferramentas para estes tomarem decisões mais céleres e acertadas junto dos seus clientes: «Com um modelo de co-criação, as empresas podem acelerar todo este processo, ao integrarem modelos e tecnologias previamente testadas com sucesso, adaptando-as às suas necessidades específicas».

Para 2019, a expectativa de Susana Soares prende-se precisamente com a capacidade de as organizações aprenderem as vantagens de uma economia de partilha de conhecimento que a Fujitsu defende há já algum tempo. «A co-criação assume uma grande relevância com novas tecnologias que geram, necessariamente, novas oportunidades de negócio e grandes mudanças nos processos de trabalho das organizações».

Quanto aos receios para os próximos doze meses, um dos grandes desafios destacados pela directora de marketing é a escassez recursos competentes para lidar com as novas valências que a inteligência artificial ou o blockchain podem proporcionar às empresas: «Mais que administradores de sistemas, especialistas de dados ou peritos da datacenters, as empresas têm de encontrar parceiros tecnológicos que lhe permitam acelerar os processos de negócio e, nesse domínio, a co-criação pode representar uma enorme vantagem competitiva».

Ano de aniversário
Para o SAS Portugal, 2019 tem um atractivo-extra, já que a empresa norte-americana comemora 25 anos de presença no País. Ricardo Pires Silva, director executivo, diz que este é o ano «de fazer boas perguntas e de ser ainda mais curioso». Isto porque, justifica o gestor, a tecnologia hoje ao nosso dispor – desde a analítica avançada, à inteligência artificial ou ao IoT – terá as nossas respostas. «É na procura das perguntas certas, e formuladas da maneira certa, evitando vieses, que está muito do potencial sucesso para os desafios que temos pela frente».

A segunda área com maior crescimento em 2019 deverá ser a de serviços de TI, com um aumento de 4,7%, tornando-se um mercado de mais de mil biliões de dólares.

Ricardo Pires Silva defende que, se historicamente, a analítica avançada resolveu conhecidos desconhecidos (known unknows), a abundância de dados e a computação acessível permitem treinar modelos complexos que servem de base para que a inteligência artificial encontre novos padrões, novas possibilidades, novas vantagens competitivas e possamos então responder a desconhecidos desconhecidos (unknown unknowns).

Sol entre as nuvens
David Afonso, vice-presidente senior da Primavera BSS, assumiu à businessIT o seu optimismo quanto ao ano que agora começa, apesar de vislumbrar algumas nuvens no horizonte: «Por um lado, temos uma oferta muito alinhada com as tendências de crescimento, em particular, no domínio da cloud. Por outro, as soluções que lançámos recentemente estão a ser bem-recebidas pelo mercado e temos planos para disponibilizar novas ofertas cloud, altamente inovadoras e diferenciadoras».

O vice-presidente – que espera que a conjuntura internacional não se degrade – realçou a expectativa que tem face ao grande lançamento que a empresa irá fazer este ano: a nova geração do ERP Primavera: «Uma oferta cloud, completamente desenhada de raiz, e que permitirá às empresas tirar o máximo partido da nuvem e dos novos paradigmas, como a inteligência artificial».

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