A Check Point Software Technologies anunciou os dados do Global Threat Intelligence Report de Julho, em que as organizações em Portugal enfrentaram uma média de 2390 ciberataques por semana. Isto corresponde a mais 15% do que no mesmo período do ano passado.
O valor coloca o País acima da média europeia, de 2051 ataques semanais por organização, e da média mundial, de 2336. Os sectores nacionais mais afectados foram a educação, seguida pela administração pública e das telecomunicações.
A nível global, o valor de 2336 ataques semanais reflecte um aumento de 3% das ameaças em elação a Junho e mais 16% do que em Julho de 2025.
A educação manteve se como o sector mais atacado a nível mundial, com uma média de 4848 ataques semanais por organização, mais 14% num ano. A administração pública surge em segundo lugar, com 3044 ataques, seguida pelas Telecomunicações, com 2927.
Em termos regionais, a América Latina continua a apresentar o maior volume de ataques, com uma média de 3561 por organização e por semana, mais 19% num ano. A região Ásia Pacífico registou 3.316 ataques, África 3237, a Europa 2051 e a América do Norte 1613.
O ransomware «representa uma das evoluções mais expressivas observadas em Julho», diz a Check Point. Foram identificadas 964 vítimas reportadas, mais 49% do que em Junho e mais 87% do que em Julho de 2025.
O crescimento quebra a relativa estabilidade observada durante a primeira metade de 2026, período em que a actividade de ransomware se situou numa média mensal de aproximadamente 672 incidentes.
Os serviços empresariais foram o sector mais afectado, com 32,5% das vítimas reportadas, seguidos pela indústria transformadora, com 14,4%, e pelos bens e serviços de consumo, com 13,4%.
A América do Norte concentrou 45% dos incidentes reportados, seguida pela Europa, com 28% das vítimas de ransomware, e pela região Ásia Pacífico, com 17%.
Entre os grupos de ransomware, The Gentlemen e Qilin foram os mais activos, cada um responsável por 14% dos ataques publicados. O grupo DeadLock surgiu em terceiro lugar, com 10% e 97 vítimas reportadas.
Em Julho, um em cada 36 prompts enviados a partir de redes empresariais apresentou elevado risco de fuga de informação sensível. Cerca de 88% das organizações que utilizam regularmente ferramentas de GenAI foram afectadas por actividade de elevado risco, enquanto 22% dos prompts analisados continham informação potencialmente sensível. Em média, cada organização utilizou oito ferramentas diferentes de IA generativa e cada utilizador gerou aproximadamente 95 prompts durante o mês.
Os dados pessoais foram a categoria de informação sensível mais frequentemente identificada, presente em 70% das organizações. Seguiram se informação financeira e dados relacionados com redes e infraestrutura de IT, ambos presentes em 68%, informação jurídica e regulamentar, em 63%, e dados de colaboradores e Recursos Humanos, em 62%.
«Os dados de julho mostram que o risco cibernético se acumula simultaneamente em várias frentes. O volume de ataques continua a aumentar, o ransomware acelerou de forma muito significativa e a exposição associada à Inteligência Artificial Generativa já faz parte da atividade diária das empresas. As organizações precisam de uma segurança baseada em prevenção e suportada por Inteligência Artificial, capaz de proteger redes, utilizadores, dados e fluxos de trabalho de IA antes de os ataques conseguirem causar impacto», afirma Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research.









