A Startup Portugal assinalou dez anos de actividade com um manifesto com dez objectivos para fortalecer o ecossistema empreendedor nacional na próxima década. Actualmente o País conta com 5091 startups, responsáveis por mais de 28 mil postos de trabalho e com receitas de 2,9 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 1% do PIB.
Assim, a entidade quer continuar a ser uma «referência para a promoção do empreendedorismo; aumentar o número de startups em Portugal e fazer crescer o seu contributo para 5% do PIB nacional; promover um ecossistema que valorize a paridade e a igualdade de oportunidades; reforçar o papel de Portugal na definição e implementação das políticas europeias para o empreendedorismo, promover o reconhecimento público do trabalho desenvolvido pelas startups portuguesas, reconhecer e fortalecer o papel das incubadoras e melhorar as condições para os investidores», entre outras medidas.
Segundo a Startup Portugal, o manifesto «resulta da experiência acumulada ao longo de uma década de trabalho em estreita colaboração com empreendedores, investidores, incubadoras, universidades, empresas e entidades públicas».
Criada em 2016, a entidade tem acompanhado a transformação do ecossistema nacional através de programas de apoio, iniciativas de internacionalização e instrumentos destinados a aproximar empreendedores, investidores, incubadoras, empresas e entidades públicas.
Entre os principais marcos da última década destaca-se a aprovação da Lei das Startups, em 2023, que criou a primeira definição legal de startup na União Europeia e introduziu um novo enquadramento fiscal para stock options, e o lançamneto do Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition.
Por outro lado, a Startup Portugal apoiou 808 projectos empreendedores através do Startup Voucher e dos Vales de Incubação, num investimento superior a 31,4 milhões de euros.
Alexandre Santos, Presidente da Startup Portugal, explica que «a primeira década foi dedicada a provar que Portugal podia ser um País de startups. A próxima será dedicada a provar que Portugal pode ser um País onde nascem, crescem e permanecem empresas globais. Este manifesto é um compromisso para transformar o empreendedorismo num dos principais motores de desenvolvimento económico, inovação e competitividade do País».
Já Miguel d’Aguiar, Director Executivo da entidade, salienta o compromisso com o futuro: «Os próximos dez anos devem servir para dar um novo passo: criar as condições para que as empresas que já existem se expandam e se tornem uma parte mais relevante da economia portuguesa».









