O NOS Alive espera receber cerca de 160 mil pessoas ao longo de 3 dias no Passeio Marítimo de Algés e para que tudo corra sem problemas ao nível das telecomunicações, a NOS destaca uma equipa especializada de «mais de 100 pessoas» com um leque muito variado de competências, que vão desde «engenheiros de planeamento; engenheiros de optimização, de medidas, de benchmarking de performance; engenheiros de fibra; técnicos de terreno; técnicos de conteúdos; e responsáveis por tratar dos terminais e sistemas operativos», explicou Luis Santo, responsável pela rede móvel e fixa da NOS.
Durante a visita técnica, foi possível ficar a conhecer a impressionante estrutura montada pela operadora e que conta com «mais de 1000 km de fibra óptica instalada que liga palcos, toda a produção, todas as marcas e clientes» e «mais de «140 células» de rede móvel. Há ainda uma antena On The Wheels, que está montada num camião, «tem um gerador autónomo com ligações de fibra, micro-ondas e também obviamente de satélite, e a super antena. Esta é o grande elemento tecnológico diferenciador da NOS, já que é «única no País» e tem «cerca de 12 vezes a capacidade de uma antena de rede normal», salientou Luís Santo.
A super antena esta está localizada no recinto numa zona para «lidar com a enorme procura e densidade de pessoas que se concentram especificamente em toda a área em frente ao palco» e usa «uma tecnologia de lentes no seu interior, que lhe permite focar a energia e o sinal de forma direccionada em 12 zonas bem distintas», acrescentou o responsável.

Aumento de tráfego
Luís Santo referiu que «no ano passado tiveram cerca de mais de 25% de tráfego do volume de dados, do que o ano anterior» e «mais de 30% de pessoas ligadas» e, por isso, a cada ano têm de planear «o crescimento e preparar a rede para poder responder mais uma vez a esta necessidade». Este processo começa em Abril/Maio com os primeiros preparativos para que ninguém se possa queixar de falha de comunicações no festival, como realçou o responsável da NOS: «Fazemos todos os anos um estudo sobre a distribuição dos clientes no recinto e este ano optimizámos a rede, aumentando a capacidade em 10% e redistribuindo em especial os 5G com mais capacidade em mais locais».
A empresa espera também um aumento do tráfego em 5G, que na edição passada foi de «cerca de 40%» e que esperam chegue «a 50% em volume total» este ano, reflectindo a existência de «cada vez mais terminais 5G».
Por outro lado, Luís Santo referido que, em 2025, «foram registados 20 TB de dados durante 3 dias» e fez uma analogia com o que acontece com Coimbra, «onde são registados 5 TB num dia», ou seja, «o festival regista tantos dados como a cidade portuguesa em quatro dias», o que permite «perceber o que é o desafio do NOS Alive do ponto de vista tecnológico».
Inclusão é parte da essência da NOS
A NOS está constantemente no topo do ranking de inovação em Portugal e tem nos seus valores colocar a tecnologia ao serviço da sociedade. Assim, tem desenvolvido diversas soluções ligadas à acessibilidade, inclusão e para ajudar pessoas com deficiência como um colete sensorial, que permite que pessoas surdas possam sentir a música através de vibração, e a mais recente solução para cegos, o Guia-NOS, uma app gratuita disponível para todas as pessoas que são cegas ou com baixa visão.
O Alive tem sido a montra destes desenvolvimentos e a visita técnica serviu também para conhecer ao vivo esta novidade lançada na semana passada e que quer possibilitar que a comunidade cega possa usufruir do festival e torná-lo mais inclusivo. Margarida Nápoles, directora de responsabilidade social e comunicação institucional da NOS, esclareceu como nasceu este projecto: «Em 2022, a equipa da NOS inovação começou a trabalhar numa aplicação chamada NOS Vision Helper com o intuito de endereçar temas de acessibilidade e visão através da tecnologia. No ano passado, fizemos um piloto e convidamos um grupo de pessoas cegas para testaram durante os três dias do festival e isso deu-nos muita motivação e ainda mais vontade de lançar isto para todos».
Com a ajuda da comunidade
A solução começou como uma aplicação para o sistema operativo Android e ao «longo do último ano» a equipa trabalhou numa app iOS e «em melhorar as funcionalidades existentes» sempre com feedback da comunidade com a qual a NOS «aprendeu muito». Um dos exemplos dados por Margarida Nápoles é que inicialmente a solução estava programada para o áudio com a descrição ser muito mais lenta do que aquilo que depois teve que ser na verdade, porque os cegos ouvem muito mais palavras por minuto. Uma pessoa sem problemas de visão «ouve e consegue processar 100 palavras, e as pessoas invisuais chegam a processar três vezes mais e, portanto, a velocidade com que recebem informação teve que ser ajustada e acelerada».
Mas a verdade é que quiseram «ir um bocadinho mais longe» como realçou a responsável: «Demos um salto um bocadinho maior. Isto só se torna verdadeiramente transformador quando conseguimos libertar as mãos das pessoas. E apesar dos óculos inteligentes da Meta não estarem à venda em Portugal, quisemos desenvolver esta aplicação para que ela pudesse já ser utilizada nesses dispositivos, porque também sabemos que há muitas pessoas da comunidade cega que têm os óculos».
A empresa de Mark Zuckerberg «identificou-se» com o que a NOS está a fazer e associou-se à iniciativa, disponibilizando «um conjunto de óculos para a comunidade cega poder usar gratuitamente durante os três dias do festival».
Inovação vai continuar
A Guia-NOS pode ser usada gratuitamente por qualquer pessoa com deficiência visual bastando preencher um «pequeno formulário» através do site www.nos.pt/guia-nos. Margarida Nápoles explicou a razão desta medida: «Queremos garantir que só chega às pessoas que precisam dela. Que não é usada para fins que não são aqueles para os quais a aplicação foi criada até porque pode tornar depois a experiência de utilização mais degradada e não queremos isso».
A responsável avançou que vão continuar a apostar neste tipo de soluções «acima de tudo porque ainda há muito que é preciso fazer» e revelou que «a inteligência artificial abre perspectivas muito interessantes sobre o que pode ser feito pelo bem». Margarida Nápoles deixou claro qual a missão da NOS: «O nosso papel é esse e vai continuar a ser esse, ou seja, tornar a tecnologia mais acessível, utilizá-la para aquilo que é preciso. E também para aproximar as pessoas e tornar o dia-a-dia das pessoas mais fácil. Temos procurado com a nossa tecnologia ir atrás daquilo que achamos que podemos ajudar a resolver. Ainda enfrentamos muitos temas desafiantes enquanto humanidade e acreditamos que a tecnologia é um activo muito valioso para este caminho».









