Reportagem

Tecnologia e sustentabilidade integradas no negócio aumentam o ROI das empresas

A Kyndryl realizou um evento para falar das suas práticas ligadas à sustentabilidade e apresentar os resultados do seu mais recente estudo nessa área. Na sessão esteve presente a Faith Taylor, senior vice president, global sustainability and social impact officer da empresa.

Faith Taylor © Kyndryl

No pequeno-almoço realizado nas instalações da Kyndryl, no Parque das Nações, em Lisboa, a businessIT foi o único órgão de comunicação presente. Faith Taylor falou do seu percurso profissional, com mais de vinte anos de experiência, e realçou que apesar da tecnológica ter «apenas quatro anos», tem «um legado incrível de 240 data centres» e que a grande preocupação é «saber quanta energia está a ser consumida». Assim, a Kyndryl segue uma estratégia a que chama «desacoplar o carbono do crescimento» e conseguiu «uma redução de 18%» das emissões «desde a sua fundação», sendo que o maior desafio é a «cadeia de abastecimento», já que esta é a «parte mais significativa» desse aspecto.

A importância da tecnologia
Sobre o ‘The Global Sustainability Barometer’, que contou com entrevistas a mais de 1200 empresas em 20 países, incluindo Portugal, a responsável destacou que «as organizações com melhores resultados são as que integram a sustentabilidade e a tecnologia directamente nas suas fundações e planos de crescimento de negócio, em vez de a tratarem como um programa paralelo», ou seja, adoptam uma estratégia semelhante à da Kyndryl.

Segundo o estudo, «59% das empresas que conseguem integrar estes dois aspectos nas operações de negócio têm um retorno sobre o investimento (ROI) superior ao das restantes». A senior vice-president disse ainda que esse ROI se reflecte na «redução nos gastos operacionais através de menor consumo de energia, água e resíduos e assim num aumento da rentabilidade»; na «geração de novas receitas através da oferta de produtos e serviços mais sustentáveis para os clientes» e numa «vantagem competitiva em concursos, visto que os clientes exigem cada vez mais provas da pegada ambiental das empresas para fechar grandes contractos».

A responsável referiu ainda que, de acordo com o barómetro, realizado em parceria com a Microsoft, a Europa é a região «mais avançada em sustentabilidade». Faith Taylor considerou que isso se deve ao facto de a Europa ter levado o tema «a sério», nomeadamente através de diversas legislações como as «directivas obrigatórias de Responsabilidade Social Empresarial».

Em termos tecnológicos, a IA poderá ser relevante para «ajudar a eliminar 5 giga toneladas de emissões de carbono», de acordo com um estudo recente, avançou a responsável. A senior vice-president da Kyndryl sublinhou que tem «esperança de que as gerações mais novas» sejam as que vão conseguir resolver a questão das alterações climáticas. E defendeu que «a neutralidade carbónica deveria ser um requisito na criação de todas as novas soluções».

Kyndryl na frente

Faith Taylor falou de algumas das soluções da empresa na área da sustentabilidade, como o Kyndryl Sustainability Advisor. Esta é uma ferramenta que «faz parte do Kyndryl Bridge» e nasceu «de uma ideia da rede interna de inovação da empresa, que é focada na sustentabilidade». Consiste numa solução de consultoria e serviços geridos com IA que ajuda empresas «a monitorar, analisar e reduzir o impacto ambiental das suas infraestruturas de TI» e «já foi adoptada por empresas globais como a CBRE», acrescentou a responsável.

Faith Taylor falou ainda da plataforma para gerir os dados das emissões empresariais, que integra dados de diversas fontes, como «das instalações, deslocações dos recursos humanos, compras e consumos», para fazer o «mapeamento» e saber «a pegada de carbono efectiva da organização». Por último, a responsável referiu a solução da Kyndryl que, com ajuda de IA, auxilia «empresas de seguros» a analisar dados e a avaliar o nível de risco climático dos seus clientes.

 

Deixe um comentário