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NCC Group revela que ataques de ransomware aumentaram 23% no terceiro trimestre de 2026

O Qilin manteve-se como o grupo de ransomware mais activo pelo sexto trimestre consecutivo, com 365 vítimas reportadas.

Standret/Freepik

O mais recente relatório global de ciberameaças do NCCGroup mostra que os ataques de ransomware aumentaram 23% no terceiro trimestre de 2026. Em todo o mundo, existiram 2865 vítimas reportadas, face às 2325 registadas no trimestre anterior.

Nos meses Julho, Agosto e Setembro, a América do Norte concentrou 43% dos ataques e a Europa 27%, representando em conjunto 70% da actividade global de ransomware. O sector industrial foi alvo de 838 ataques neste período, a uma significativa distância do segundo sector mais afectado, o dos bens de consumo, com 526.

O Qilin manteve-se como o grupo de ransomware mais activo pelo sexto trimestre consecutivo, com 365 vítimas reportadas, e o The Gentlemen ocupou a segunda posição com 359. Novos grupos como Deadlock e Storm demonstraram, segundo o NCCGroup, «rapidez com que novos intervenientes conseguem desenvolver operações com alcance internacional e dirigidas a múltiplos sectores».

O relatório alerta ainda para os riscos enfrentados pelas infraestruturas críticas e para a exploração persistente de sistemas expostos à Internet com mais de 40 vulnerabilidades que afectam aplicações empresariais, equipamentos VPN, gateways de email e plataformas de gestão a serem adicionadas ao catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas pela CISA ( Agência de Cibersegurança e Segurança das Infraestruturas dos EUA).

Por outro lado, o NCCGroup destaca o crescente uso de IA por parte dos cibercriminosos. O relatório refere o BraZetsu, um sofisticado framework malicioso para Windows potenciado por inteligência artificial. Este passou de uma ferramenta básica de acesso remoto para uma plataforma especializada na exploração de organizações. Assim, na sua versão mais recente, a IA é utilizada para analisar as redes comprometidas, identificar activos empresariais relevantes e calcular o potencial valor da vítima no mercado negro. Entre os activos procurados encontram-se plataformas ERP, dados financeiros, credenciais de ambientes cloud e software associado a sistemas industriais.

O relatório deixa também um aviso para os agentes legítimos de IA que podem transformar-se involuntariamente em vectores de ataque devido a permissões excessivas, falhas de contenção ou instruções ambíguas. Matt Hull, Vice-Presidente de Cyber Intelligence and Response da NCC Group, explica este fenómeno: «Estamos a assistir em tempo real a uma utilização não intencional dos agentes de IA, à medida que começa a surgir um padrão de falhas repetidas em vez de incidentes isolados. Embora os ataques potenciados por IA possam ser considerados uma consequência natural da crescente sofisticação destas tecnologias, o cenário de ameaça está também a ser ampliado por organizações comprometidas devido a acções acidentais ou manipuladas de agentes».

 

 

 

 

 

 

 

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