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Portugal tem 199 fintechs que geram receitas de 416 milhões de euros

O estudo da Portugal Fintech mostra que o sector está a crescer e indica dez áreas de aposta para o futuro.

© businessIT

A 10.ª edição do Portugal Fintech Report foi apresentada hoje na Fintech House, em Lisboa, e faz o retrato de uma década do sector a nível nacional.

Segundo o estudo da Portugal Fintech, em 2015 o sector tinha 18 empresas e tem hoje 199. Isto significa que nos últimos dez anos nasceu em Portugal uma nova fintech a cada três semanas.

Além disso, as receitas destas startups triplicaram de 2020 para 2025, de 136 milhões para 416 milhões de euros. Já o e o número de fintechs com mais de um milhão de euros de receita passou de 12 para 29. O emprego também quase triplicou, de 1553 pessoas em 2020 para 4258 em 2026.

Por outro lado, 25,9% das fintechs portuguesas já são rentáveis, 22,3% estão numa fase pré-rentável por escolha e 10,7% estão quase a atingir o break-even. A verdade é que quase metade (41,5%) conseguido atingir o break-even em menos de dois anos.

O relatório, feito com o apoio da Morais Leitão, NTT DATA e Visa, mostra que financiamento acumulado do ecossistema já ultrapassa 1,2 mil milhões de euros, sendo apenas 22,3% levantou capital em 2026. Destas, 9,1% conseguiram uma ronda de mais de dois milhões de euros e 22,7% entre um e dois milhões de euros.

Já em termos de verticais, as mais importantes são gestão financeira (16,1%), pagamentos e transferências de dinheiro (13,4%) e infraestrutura financeira e API (13,4%). O segmento que há dez anos era o mais importante do sector, o insurtech, aparece agora em quarto lugar com (13,4%).

Este crescimento do ecossistema é justifica pela inteligência artificial com quase metade das fintechs que usam IA dizem que a maior parte do seu código já é escrito com apoio desta tecnologia. Nos últimos dez anos, a relação com bancos e seguradoras também mudou e 60% das fintechs já participaram em iniciativas de inovação de incumbentes, num total de 377 participações, das quais resultaram 166 provas de conceito ou pilotos e 88 parcerias comerciais pagas: mais de metade dos pilotos (53%) chegou a contrato.

No evento, João Freire de Andrade, fundador e presidente da Portugal Fintech, explicou que a associação está « centrada nos fundadores e colaboradores das fintechs»e que são estes que «tornam esta mudança real». E fez um balanço do sector destes últimos dez anos: «Portugal não criou apenas mais fintechs, criou fintechs mais fortes. O ritmo de criação de empresas manteve-se notavelmente constante durante uma década, mas as empresas tornaram-se maiores, mais sofisticadas e mais competitivas a nível internacional».

No final da sua intervenção reforçou que, o que era «basicamente um sector há dez anos», é hoje «o modelo de operação por defeito para os serviços financeiros».

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