A NOS anunciou os resultados financeiros do terceiro semestre de 2026 em que conseguiu receitas consolidadas de quase 1,4 mil milhões de euros, que representam um crescimento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As receitas de Telecomunicações mantiveram-se em linha com o ano passado e chegaram a 179,6 milhões de euros. Segundo o operador, o aumento de 3,3% no segmento empresarial ajudou a compensar as descidas no wholesale (-13,4%) e no consumo (-0,3%).
As receitas de TI, que incluem a Claranet Portugal, aumentaram 21,6% face ao mesmo período de 2025 para 162,3 milhões de euros, com um crescimento de 5,5% nos serviços e de 57,3% na venda de equipamentos e licenças. Já o segmento Cinema e Audiovisuais, foi também um dos responsáveis pelo bom desempenho da NOS ao progredirem 14,8% para 85,8 milhões de euros face ao período homólogo.
O EBITDA consolidado melhorou 1,9% face aos primeiros nove meses de 2026, para 634,9 milhões de euros. Isto é o resultado do crescimento deste indicador em todos os segmentos: Telecomunicações chegou aos 575,4 milhões de euros (+0,7%); TI aos 19,8 milhões de euros (+15,8%) e Cinema e Audiovisuais aos 39,7 milhões de euros (+14,8%). Além disso, o resultado líquido consolidado também aumentou face ao trimestre homólogo para 216,4 milhões de euros (+21,7%).
A rede fixa do operador cobre agora 6,3 milhões de lares, mais 331,6 mil face ao mesmo período de 2025. No segmento móvel, a NOS contabilizou 206,9 mil novos serviços face ao final de Setembro de 2025, representando um crescimento de 3,6% e chegando a quase 5,9 milhões de utilizadores. No final dos nove meses, a empresa de telecomunicações prestava 5,893 milhões de serviços. Por outro lado, o número de serviços de clientes empresariais aumentou 53,0 mil (+ 3,1%) para 1,755 milhões face ao mesmo período do ano passado.
Miguel Almeida, CEO da NOS, sublinha que, no terceiro trimestre, somaram «111 mil novos serviços» e ultrapassaram «a marca dos 11 milhões num mercado muito competitivo». O responsável aponta a razão para «a qualidade do serviço» que «é o resultado de muitos anos de investimento». O responsável avança alguns dados: «Hoje, a nossa rede 5G cobre 99,6% da população portuguesa e a rede fixa de nova geração chega a 6,3 milhões de casas, mais de 5,8 milhões das quais já com fibra ótica. Só nos primeiros nove meses do ano, investimos 254 milhões de euros».
O CEO refere ainda que a importância da aposta na inteligência artificial: «Os nossos assistentes digitais já respondem a mais de 50 mil pedidos por mês na app e no site. No apoio telefónico resolvem muitos pedidos de imediato e com clientes mais satisfeitos. As nossas equipas ficam, assim, com mais tempo para os casos que precisam de uma pessoa». E realça que «Agosto foi o melhor mês de sempre nas salas NOS, com 1,3 milhões de bilhetes vendidos. No trimestre foram 2,8 milhões, mais 44% do que há um ano. É a prova de que os portugueses continuam a valorizar a experiência única de uma sala de cinema».
Sobre o futuro, Miguel Almeida deixa uma mensagem de optimismo: «Estes resultados sólidos dão-nos condições para continuar a investir em Portugal, na inovação e na qualidade do serviço aos nossos clientes».









