Detectar pequenos drones, acompanhar tratamentos de radioterapia ou ajudar cirurgiões a localizar tumores são alguns dos desafios dos projectos vencedores do Fraunhofer Portugal Challenge. Ao todo, na 17.ª edição do concurso, foram atribuídos nove mil euros em prémios
Na categoria ‘Master Thesis Award’, Daniel Escadas (na foto) conquistou o primeiro lugar e três mil euros com um radar portátil de custo acessível, capaz de «detectar pequenos drones e identificar se transportam carga». Desenvolvida na Universidade de Aveiro, a investigação junta um protótipo de radar a modelos de IA «treinados com dados de testes com drones reais». O trabalho deu origem ao RF-Sentinel, um sistema que integra radar, sensores de rádio e IA para proteger pessoas e infra-estruturas.
O segundo prémio, de dois mil euros, foi para Gonçalo Ribeiro, co-fundador e presidente executivo da RTBeamTech. A investigação, feita no Instituto Superior Técnico, propõe um dispositivo para monitorizar os feixes de radiação usados na radioterapia FLASH. Esta abordagem «administra doses em fracções de segundo e tem potencial para reduzir os danos nos tecidos saudáveis».
Tiago Assis recebeu mil euros pelo terceiro lugar, com um trabalho desenvolvido durante o mestrado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Actualmente doutorando no Instituto Superior Técnico, o investigador recorre a «simulações biomecânicas e IA para prever, em tempo real, as deformações do cérebro durante cirurgias a tumores». Estas alterações podem tornar «menos exactas as imagens obtidas antes da operação»; antecipá-las poderá ajudar a «orientar os cirurgiões durante a intervenção».
Já o ‘Student Award’ distinguiu Salvador Scardua com três mil euros e mentoria de especialistas do Fraunhofer Portugal AICOS. O seu Sentinela Digital, desenvolvido no âmbito da Memoriacam, recorre a IA e visão computacional para «analisar imagens em tempo real e identificar situações de risco ou potenciais incidentes nas escolas». Este sistema adopta «princípios de privacidade desde a concepção para proteger a identidade dos alunos e apoiar uma intervenção atempada».









