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 ESET: ataques de ransomware crescem, mas há menos resgates pagos

Além disso, a utilização de ferramentas concebidas para bloquear, congelar ou tornar inoperacionais as soluções de segurança instaladas nos sistemas das vítimas está a crescer.

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De acordo com o Relatório de Ameaças da ESET, as detecções de ransomware aumentaram 7% face ao semestre anterior. Um dos grupos destacados no estudo é o Gentlemen, sendo este o segundo grupo de ransomware como serviço mais activo no período analisado.

Além disso, a utilização de ferramentas concebidas para bloquear, congelar ou tornar inoperacionais as soluções de segurança instaladas nos sistemas das vítimas está a crescer.

A ESET acompanha actualmente mais de 100 ferramentas concebidas para desactivar ou bloquear software de segurança durante os ataques. A técnica mais comum recorre a drivers legítimos, mas com vulnerabilidades conhecidas. Mais de 60 dessas ferramentas exploram, no total, mais de 40 drivers diferentes para terminar processos de segurança. Segundo o relatório, surgem novas variantes todas as semanas.

Por outro lado, a percentagem de vítimas que aceita pagar os resgates encontra-se em mínimos históricos conforme os dados relativos aos pagamentos, compilados a partir de três fontes independentes citadas no relatório. Segundo a Chainalysis, 28% das vítimas pagaram resgates em 2025, enquanto a Coveware aponta para uma taxa de 23%. Já os dados da seguradora Coalition mostram que 86% das vítimas recusaram pagar, o equivalente a uma taxa de pagamento de apenas 14%.

«A actividade de ransomware não mostra sinais de abrandamento, mantendo-se o recurso a ferramentas concebidas para desactivar software de segurança durante os ataques. Ao mesmo tempo, dados de várias fontes mostram que uma percentagem cada vez menor de vítimas opta por pagar resgates, o que poderá reflectir algum progresso nas medidas de prevenção, mitigação e resposta», afirma Ricardo Neves, Responsável de Comunicação da ESET Portugal.

O responsável realça que «os grupos criminosos continuam a intensificar a sua actividade e a aperfeiçoar as ferramentas usadas para neutralizar as defesas, enquanto as organizações demonstram maior resistência ao pagamento. A redução dos resgates pagos não elimina, contudo, os custos associados à interrupção da actividade, à recuperação dos sistemas, à perda de dados e à resposta ao incidente».

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