A tecnológica tem vindo, ao longo dos últimos anos, a apostar no mercado empresarial com a marca Asus Business, através de equipamentos para PME e grandes organizações que incluem portáteis, desktops, All-in-One, workstations, servidores e monitores profissionais. Paulo Delgado, product marketing da Asus Portugal, explica à businessIT que o foco da empresa «está assente na fiabilidade, na segurança, na gestão e na sustentabilidade» dos dispositivos. O responsável revela qual é a estratégia da Asus Business: «Não nos vemos como um simples fabricante de hardware, mas como um parceiro tecnológico estratégico focado em ajudar as empresas nos desafios da transformação digital. Disponibilizamos um ecossistema completo de soluções que potenciam a produtividade, garantem a continuidade do negócio e oferecem um baixo custo total de propriedade (TCO)».
Inovação e fiabilidade
Segundo Paulo Delgado, «escolher a Asus é uma vantagem competitiva», dado que a marca «tem um ADN de inovação com uma herança forte no mercado de consumo e gaming, onde a exigência por desempenho e novas tecnologias é máxima». Assim, a empresa transfere «essa inovação e engenharia de excelência para o portfólio B2B» e, «muitas vezes», é «a primeira a introduzir novas tecnologias que se traduzem em ganhos de produtividade reais para as empresas».
Por outro lado, os «equipamentos são submetidos a testes de nível militar para oferecer durabilidade e fiabilidade comprovadas», o que se traduz em «menos falhas, mais tempo de vida útil e, consequentemente, um TCO mais baixo». Adicionalmente, há uma aposta na sustentabilidade, com certificações como EPEAT Gold e Energy Star, e na segurança, tanto ao nível do hardware como do software. O responsável dá o exemplo do «Asus Control Center, uma plataforma centralizada que permite aos departamentos de TI gerir todo o parque informático de forma remota e segura». A Asus oferece ainda «três anos de garantia Pick-up and Return de série em todos os equipamentos empresariais» e permite «estender a garantia base até aos cinco anos».
Aposta na IA local
Em termos de inteligência artificial, a visão da Asus é clara, como salienta Paulo Delgado: «A IA deve ser uma ferramenta prática e acessível com o objectivo de aumentar a eficiência dos colaboradores. A nossa estratégia não passa por usar a IA apenas na cloud, mas por integrá-la directamente no hardware dos PC, através de unidades de processamento neural (NPU). Esta tecnologia permite um processamento local mais rápido, mais seguro e garante a privacidade dos dados. A IA é o próximo passo para criar experiências de computação verdadeiramente inteligentes e personalizadas, desde a optimização do desempenho, passando por funcionalidades como o cancelamento de ruído em tempo real e pela melhoria da gestão de energia das baterias, que já são uma realidade nos nossos equipamentos».
Uma das soluções que a marca disponibiliza nesta área é o Ascent GX10, «um supercomputador de secretária para IA» destinado a empresas «que precisam de um poder de computação massivo para treinar modelos de IA e executar tarefas de inferência complexas, mas que o querem fazer localmente», acrescenta o responsável. Paulo Delgado esclarece que a grande vantagem é que «oferece o desempenho de um servidor de IA num formato compacto e silencioso que pode estar em qualquer escritório». O product marketing da Asus avança que este equipamento já está a ser usado em Portugal: «Temos um foco estratégico no sector da educação, no sector público e, com particular relevância, na justiça. Posso adiantar que, neste momento, estamos inclusivamente em fase de implementação de soluções baseadas nesta tecnologia na justiça. Estes são exemplos onde o processamento local de dados, a segurança máxima e a capacidade de acelerar tarefas complexas são absolutamente críticas, e é precisamente aí que o Ascent GX10 e soluções similares demonstram o seu enorme valor».

IA para todos
A Asus acredita que os AI PC são «o principal catalisador para a democratização da inteligência artificial», dado que tornam a tecnologia «acessível a qualquer colaborador, independentemente do departamento, passando esta a estar integrada nas ferramentas habituais, como o sistema operativo ou o Microsoft Office». Além disso, com este tipo de computadores, «deixa de ser necessário um grande investimento em infraestrutura de cloud». Assim, «uma PME ou um empresário em nome individual podem ter acesso às mesmas capacidades de IA que uma grande organização. Em resumo, o AI PC transforma a IA de um conceito distante numa ferramenta de produtividade pessoal e tangível, disponível para todos», refere Paulo Delgado.
A verdade é que, de acordo com a experiência da Asus, as empresas procuram «soluções híbridas, com preferência pelo processamento local sempre que possível». Isto acontece por questões de «privacidade e segurança; latência e desempenho, já que o processamento local é instantâneo; e custos, dado que a dependência contínua de serviços na cloud para tarefas de IA pode tornar-se extremamente dispendiosa».
O futuro do segmento B2B
Paulo Delgado destaca quais são as tendências que a Asus prevê serem as mais relevantes nos próximos anos no mercado empresarial e que passam pela «normalização do AI PC, que vai deixar de ser uma categoria de nicho para se tornar o padrão», e pela promoção da sustentabilidade e da circularidade, passando «de um ‘nice-to-have’ para um critério de compra decisivo». Para o responsável, «as empresas serão cada vez mais avaliadas pelo seu impacto ambiental e irão exigir aos fornecedores tecnológicos produtos com mais eficiência energética, maior utilização de materiais reciclados e facilidade de reparação».
Outra das áreas em destaque será a segurança Zero Trust, em que «a arquitectura de segurança do futuro será a de ‘confiança zero’, onde cada acesso é verificado». Aqui, «o hardware desempenha um papel fundamental nesta estratégia, e equipamentos com segurança integrada a nível dos chips, como os da Asus, serão essenciais para implementar esta estratégia», realça. Por último, Paulo Delgado refere a «personalização extrema da experiência de trabalho», em que «a tecnologia terá de se adaptar cada vez mais ao utilizador e ao contexto do seu trabalho». Isto traduz-se «em equipamentos mais modulares, soluções de software que aprendem com o utilizador e uma conectividade perfeita entre todos os dispositivos, criando um fluxo de trabalho verdadeiramente fluido, quer o colaborador esteja no escritório, em casa ou em viagem», conclui.









