A segunda dimensão está relacionada com a melhoria da tomada de decisão. «Os modelos de IA permitem analisar grandes volumes de dados e gerar previsões mais rápidas e precisas. Decisões mais informadas podem traduzir-se numa melhor gestão de risco, aumento de receitas, maior satisfação do cliente ou melhoria da experiência do utilizador».
Contudo, Nuno Moura Pinheiro defende que muitos destes benefícios são indirectos e difíceis de quantificar de forma imediata. Em vários casos, o custo de não investir em IA, traduzido em perda de competitividade, menor capacidade de inovação ou redução de eficiência face à concorrência, pode por si só, justificar o investimento.
Em conclusão, «as organizações devem criar condições para que as iniciativas de IA sejam implementadas de acordo com as melhores práticas, com custos controlados e alinhadas com as necessidades do negócio». E embora os benefícios financeiros directos nem sempre sejam fáceis de medir, «é fundamental definir métricas claras e objectivos concretos antes do arranque de cada iniciativa. Sem indicadores bem definidos, torna-se difícil avaliar se a IA está efectivamente a gerar valor». No fundo, o ROI da IA não deve ser medido apenas pela tecnologia implementada, mas sobretudo pelo impacto real que produz nos processos, nas pessoas e no negócio de uma organização.









