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IA generativa: a revolução silenciosa

A inteligência artificial tem entrado nas nossas vidas de forma gradual, desde a tecnologia que “alimenta” os nossos smartphones, passando pelas funcionalidades de condução autónoma dos automóveis, até às ferramentas que os retalhistas utilizam para surpreender os consumidores. Consequentemente, o seu progresso tem sido quase imperceptível.

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As aplicações de IA generativa, como o ChatGPT, o GitHub Copilot e o Stable Diffusion, entre outras, captaram a atenção das pessoas em todo o mundo – qualquer pessoa as pode usar para comunicar e criar. As mais recentes aplicações de IA generativa podem executar uma série de tarefas de rotina, como a reorganização e a classificação de dados, mas são as suas capacidades de gerar texto, compor música e criar arte digital que tem feito manchetes.

Neste momento, assistimos a um forte debate sobre o impacto da IA generativa nas empresas e na sociedade, mas sem que haja um grande contexto que nos ajude a compreendê-lo. A consultora McKinsey admite que a velocidade a que a tecnologia de IA generativa se está a desenvolver não torna esta tarefa mais fácil.

O ChatGPT foi lançado em Novembro de 2022: quatro meses depois, a OpenAI lançou um novo modelo de ‘linguagem grande’, ou LLM, chamado GPT-4, com capacidades melhoradas. Da mesma forma, em Maio de 2023, a IA generativa da Anthropic, Claude, foi capaz de processar cem mil tokens de texto, o equivalente a cerca de 75 mil palavras num minuto – a duração de um romance médio – em comparação com cerca de nove mil, quando foi introduzida em Março de 2023. E em Pela mesma altura, a Google anunciou várias novas funcionalidades alimentadas por IA generativa, incluindo a Search Generative Experience e um novo LLM chamado ‘PaLM’, que irá alimentar o seu chatbot Bard, entre outros produtos.

A Deloitte vai seguir a mesma tendência e apelida o ano de 2022 de um «divisor de águas para a inteligência artificial», com o lançamento de várias aplicações viradas para o consumidor, como o ChatGPT, o DALL.E e o Lensa. Já a Gartner estima que mais de 10% de todos os dados serão gerados por IA em 2025, anunciando uma nova era: a WithTM.