Reportagem

Oracle: trinta anos de consistência no mercado português

A Oracle Portugal organizou mais uma edição do seu evento anual no Convento do Beato, em Lisboa. Bruno Morais, country manager da empresa, realçou a «consistência» como a chave do sucesso da tecnológica que comemora trinta anos no País.

O Oracle Cloud Day tinha como mote ‘Your Future Runs on Cloud’ mas nem só da nuvem se falou durante a conferência. Bruno Morais foi o primeiro a subir ao palco e disse que 2019 era um «ano especial» em virtude de a empresa comemorar três décadas de presença em Portugal: «Não é muito comum, especialmente no mercado de TI», sublinhou.

O responsável explicou que a Oracle esteve «sempre ligada» à área de data Information desde a sua «génese como empresa de base de dados» e que a «transformação em fabricante de TI ocorreu a partir de 2005 quando fizeram uma série de aquisições», como foi o caso da compra da Sibel e da Sun Microsystems. Bruno Morais foi, no entanto, claro que nada disso alterou a empresa: «Mudámos o ADN mas, no core, a consistência manteve-se, já que continuámos sempre ligados ao universo do data information».

A inovação foi outro dos temas focados pelo country manager, que destacou a tecnologia mobile e «as pessoas estarem sempre ligadas» à existência de «disrupção e inovação a uma velocidade nunca antes vista». O responsável revelou os três factores que considera fundamentais para que as empresas inovem: «A tecnologia, como o elemento facilitador; as pessoas como a força da mudança, e o acesso à informação».

Bruno Morais fez um repto aos presentes e a todos os clientes e parceiros: «Queremos reforçar a nossa parceria convosco, queremos estar mais próximos e queremos fazer parte desta jornada (de inovação)».

O futuro está na cloud
Andrew Sutherland, senior vice president, business development – systems and technology EMEA & APAC da Oracle, falou do futuro e de como é este vai ser «inteligente, autónomo e escalável». O executivo deu várias indicações de como as empresas podem ser mais inovadoras e partilhou algumas das experiências da Oracle. Para o escocês, «são as pessoas que inovam e não a inteligência artificial (IA)». Assim, as empresas devem ter «equipas multidisciplinares que falem a mesma língua», não literalmente, mas ao nível da tecnologia e cultura, «para criarem inovação mais rapidamente» e «novas formas de valor de maneira mais eficaz». Sobre o facto de os dados serem o novo petróleo, o responsável disse que a sua riqueza é superior, dado que «quanto mais se tem e usa, mais valor criam».

Andrew Sutherland acrescentou que «as necessidades e as exigências dos clientes mudaram ao longo destes trinta anos» e que e é por isso a Oracle está a desenvolver aplicações de negócio inteligentes que se «vão transformar em verdadeiros consultores de negócios». Estas aplicações são «completas, integradas, baseadas em IA e na cloud» e abrangem diversas áreas desde o ERP à gestão de talento. Destas inovações, o vice-presidente salientou a Autonomous Database, uma base de dados na cloud que se gere automaticamente, aplica correcções de segurança e permite que «as equipas se dediquem à verdadeira inovação do negócio». Por outro lado, referiu a Oracle Cloud Infrastructure, uma abordagem multi-cloud com segurança do core ao edge, que «oferece um desempenho mais elevado com um poder de computação mais baixo».

Sutherland concluiu que o caminho para o futuro é «simples, com a cloud a liderar, inteligência em todas as camadas» e que as empresas devem «escolher os parceiros certos para as acompanharem nessa jornada».

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