O Centro de Excelência em Inteligência Artificial da CGI, localizado no edifício da empresa no Parque das Nações, irá focar-se em IA baseada em agentes e IA generativa e apoiar clientes locais e de vários mercados, incluindo Finlândia, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido. Gonçalo Lança, senior vice-president, consulting delivery e responsável pelo novo hub da CGI, explicou que o centro vai «reforçar a posição da empresa na entrega de transformação baseada em IA em várias indústrias, a nível global» e que «ao expandirem as capacidades em IA, ajudam os clientes a melhorar operações, optimizar a tomada de decisão e concretizar valor de negócio mensurável».
Já Carlos Lourenço, senior vice-president da CGI em Portugal, avançou que a multinacional optou pelo País para abrir o Centro de Excelência dada a inclusão das competências trazidas «pela aquisição da consultora BJSS» no ano passado e pela «qualidade da entrega e capacidade de execução» da equipa portuguesa. O responsável salientou que o centro vai contar com 700 profissionais e que espera um crescimento de «100 pessoas nos próximos anos». Estes serão «quadros mais qualificados» e «pagos acima do salário médio nacional», acrescentou.
Na inauguração do hub, Carlos Lourenço disse não ser possível «divulgar o valor do investimento» no novo centro ou os resultados financeiros da subsidiária nacional. No entanto, revelou que a multinacional tem mais de 90 mil colaboradores, dos quais mais de 2 mil na operação nacional, e facturou no ano passado perto de 16,5 mil milhões de dólares canadianos (cerca de 10,6 mil milhões de euros).
IA sem despedimentos
Gonçalo Lança sublinhou ainda no evento que a CGI atingiu um ponto de maturidade em que a IA deixou de ser apenas «experimentação», tendo passado à «industrialização em massa». O responsável esclareceu que «mais de 60% da actividade actual» da equipa da CGI «já tem IA por trás» e que «nos próximos meses vai ser na totalidade» das operações.
Por outro lado, Carlos Lourenço referiu que a inteligência artificial «é algo que vai entrar porta dentro» e que a empresa tem de se adaptar: «Ou abraçamos a mudança ou a mudança abraça-nos». O responsável disse acreditar que, contrariando a tendência de algumas multinacionais de usar a IA para despedimentos, a CGI não tenciona fazê-lo mesmo que a tecnologia traga ganhos de eficiência: «No futuro, vamos precisar de menos pessoas para fazer as mesmas coisas, então temos de arranjar mais coisas para fazer para termos mais pessoas e esse é o objectivo».
Esta mensagem foi também reiterada pelo responsável do Centro de Excelência: «A IA vai capacitar as pessoas a fazer as coisas de forma diferente. Cabe-nos investir na qualificação das pessoas, investir na transformação das competências para que toda a gente tenha o seu lugar».









