A ESET anunciou um investimento de 40 milhões de euros para criar o futuro da cibersegurança, que será impulsionada por inteligência artificial. A empresa europeia de cibersegurança quer assim dar resposta à crescente utilização de agentes de IA para ciberataques.
A investimento anunciado pretende reforçar a independência tecnológica e a soberania europeia em cibersegurança e vai ser usado maioritariamente no «desenvolvimento de modelos próprios de IA centrados na segurança, concebidos especificamente para aplicações de cibersegurança»; no desenvolvimento do ESET Secure AI Relay, «uma camada intermediária segura entre utilizadores, agentes de IA, aplicações empresariais e modelos de IA» e em «mecanismos de protecção ao nível da rede para as comunicações entre agentes de IA».
Além disso, a empresa quer construir uma nova geração de tecnologias de centros de operações de segurança (SOC) com IA «para responder à crescente escala e complexidade dos ambientes modernos de detecção e resposta» repensando «a forma como a telemetria de cibersegurança é processada, correlacionada e interpretada». E adicionalmente quer recrutar «em três anos», mil investigadores e engenheiros para a equipa de I&D.
Richard Marko, CEO da ESET, explica que «a inteligência artificial já não é apenas uma ferramenta de defesa. Está a tornar-se parte integrante da própria superfície de ataque. O nosso investimento está focado em garantir que a IA fortalece a cibersegurança em vez de a enfraquecer e em criar novas tecnologias capazes de proteger as organizações num mundo dominado por IA autónoma.»
O responsável acrescenta que «o futuro da cibersegurança não pode depender inteiramente de modelos controlados pelas grandes empresas tecnológicas» e que «na cibersegurança, a soberania é importante».









