NacionalNotícias

Escola Profissional Magestil cria centro tecnológico em Lisboa dedicado à moda e ao design

O novo centro de formação, situado em Alvalade, pretende ser «um polo estratégico para a qualificação de jovens», alinhado com as necessidades da indústria e as «exigências actuais e futuras do mercado de trabalho».

Joaquim Lé de Matos © Magestil

A Escola Profissional Magestil anunciou a criação do Centro Tecnológico Especializado (CTE) Industrial na área da Moda e Design com o intuito de ser «um polo estratégico para a qualificação de jovens». Este distingue-se por ser o «único» dedicado a este sector na região de Lisboa e Vale do Tejo e «resulta da evolução natural da actividade» da escola que, em conjunto com a sua entidade promotora Magensinus, identificou «a necessidade de reforçar e modernizar a sua capacidade educativa e formativa para responder às exigências actuais e futuras do mercado de trabalho», explica Joaquim Lé de Matos, administrador da Magensinus.

O objectivo é «proporcionar uma educação e formação mais inovadora, tecnológica e alinhada com as necessidades da indústria da moda e do design, reforçando simultaneamente a qualificação dos alunos e a competitividade dos sectores económicos envolvidos», esclarece o responsável. O projecto surge também no «âmbito das oportunidades criadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permitindo consolidar infraestruturas, actualizar equipamentos e fortalecer a ligação entre a escola, as empresas e outras entidades do sector», acrescenta Joaquim Lé de Matos.

Tecnologia e inovação
O CTE vai contar com três cursos profissionais: Técnico/a de Design de Moda; Técnico/a de Coordenação e Produção de Moda; e Técnico/a de Design – variante de Design de Interiores e Exteriores. Além disso, vai usar uma abordagem integrada entre aprendizagem prática e tecnologia avançada. O responsável revela algumas das soluções que vão estar disponíveis para os alunos, como «equipamentos robotizados; sistemas de CAD para desenho assistido por computador; sistemas de CAM (computer-aided manufacturing) para fabrico assistido por computador; equipamentos de modelação e impressão 3D; software industrial de precisão; hardware e software especializados para design e produção; software AutoCAD e programas de modelação para criação de protótipos e ferramentas e acessórios específicos para a indústria da moda e do design».

Segundo Joaquim Lé de Matos, «estas tecnologias permitirão aos alunos trabalhar com ferramentas semelhantes às utilizadas pelas empresas dos sectores da moda, vestuário, design de interiores e produção industrial». O responsável indica ainda que o CTE vai contar com «336 alunos por ciclo formativo, organizados em doze turmas em funcionamento simultâneo».

 

Deixe um comentário