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Deloitte abre candidaturas à 4.ª edição do Technology Fast 50 Portugal

A consultora apresentou, hoje, no seu hub no Restelo, em Lisboa, a mais recente edição do programa que reconhece as cinquenta empresas tecnológicas de crescimento mais acelerado no País. Os vencedores serão anunciados numa cerimónia no dia 10 de Dezembro.

Pedro Brás Silva © businessIT

A Deloitte anunciou que as candidaturas à 4.ª edição do Technology Fast 50 Portugal estão abertas até 16 de Outubro sendo que as empresas nacionais que queiram ser consideradas para este ranking podem inscrever-se através da página dedicada à iniciativa no site da consultora. Para participar, as empresas e startups nacionais têm de ser «tecnológicas». Pedro Brás da Silva, partner da Deloitte, explicou o que isso significa para a consultora: Têm de ter uma grande parte das receitas através de tecnologia própria e propriedade intelectual ou parte do negócio tem de vir de I&D ou utilizar tecnologia de forma única para resolver um problema». Por outro lado, tem de «ter uma sede em Portugal ou ter sido fundada em território nacional ou ter accionistas portugueses e ter uma parte significativa, neste caso, mais de 30% ou dos colaboradores ou do volume de negócios em Portugal ou, ainda, se tiver mais de metade do top management baseado em Portugal e, simultaneamente, ter mais de 30% volume de de negócios também em Portugal», acrescentou.

Além do ranking que «ordena as empresas por taxa de crescimento do volume de negócios», há ainda outras categorias o Women in Leadership Award; o Rising Stars Award, que é atribuído a empresas que se estejam a destacar no mercado e não necessariamente que estão no Technology Fast 50 Portugal» e que resulta de uma parceria com a Startup Portugal; o Market Catalyst Award, que é atribuído em colaboração com a Google Cloud e reconhece «empresas que estão com um impacto económico significativo não apenas de crescimento, mas da dimensão, da rentabilidade, do número de colaboradores, portanto, do emprego gerado»; o Venture Champion Award, que premeia incubadoras e investidores; e o Impact Award, dado a empresas que «têm um impacto mais significativo na sociedade», referiu o responsável.

O caso português
O evento do anúncio da nova edição foi também marcado pela apresentação dos dados nacionais, que mostram uma evolução significativa do sector tecnológico ao longo da última década. O peso desta área no valor acrescentado da economia passou de 3,4%, em 2015, para 5% em 2025, ficando mais próximo da média europeia (5,6%). Pedro Brás da Silva referiu que apesar da evolução, existem ainda áreas onde Portugal deve melhorar para se aproximar do resto da Europa, como «o investimento das empresas em inovação e a capacidade de transformar propriedade intelectual em negócio».

A edição anterior do Technology Fast 50 Portugal registou um crescimento mediano das empresas do ranking de 240% ao longo de três anos. Estas cinquenta empresas, como um todo, representarem 400 milhões de vendas, dos quais 300 milhões em exportações», revelou Cristiano Pereira, senior manager da Deloitte. O responsável salientou que estas «são a principal alavanca do crescimento» das empresas, «o que é normal, considerando a dimensão do mercado interno e o grau de especialização» das mesmas. Por outro lado, destacou que as cinquenta tecnológicas «empregam quase 4 mil pessoas, com uma receita por trabalhador de 115 mil euros» e que «à medida que estas empresas crescem, estão a empregar mais e a qualificar a sua força de trabalho».

A evolução do Fast 50 Portugal
No final, Pedro Brás da Silva fez um balanço das três edições anteriores à businessIT: «Estamos muito satisfeitos. O que temos visto é que todos os anos temos uma renovação de cerca de 50% do ranking, o que significa que ao mesmo tempo temos empresas que estão a manter-se e continuam com taxas de crescimento muito interessantes, mas temos outras que de certa forma conseguem penetrar, vindas de baixo, ou simplesmente foram criadas mais recentemente, mas que estão a escalar. Também temos visto que algumas das empresas vencedoras em anos anteriores acabam por se consolidar como empresas bastante conhecidas. É o caso da Bloq.it, uma empresa que identificamos como Rising Star na nossa primeira edição e que nas duas edições seguintes fez primeiro lugar o nosso ranking nacional e fez segundo lugar nas últimas duas edições do nosso ranking da Europa, Médio Oriente e África».

Já sobre as perspectivas para esta edição, o responsável foi categórico: «O que esperamos para esta edição é a revelação de novas empresas. Esperamos também que alguma das Rising Stars anteriores brilhe no nosso ranking deste ano, portanto, que esteja no topo ou muito perto do topo e também novos modelos de negócio e novas tecnologias cada vez mais ligadas à inteligência artificial».

 

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