A RedBridge Lisbon, Unicorn Factory Lisboa e Startup Portugal vão levar dez startups à SF Tech Week, em São Francisco, nos Estados Unidos. Esta é a primeira vez que Portugal tem uma iniciativa na agenda oficial do evento norte-americano.
O programa Portugal at SF Tech Week 2026 tem como objectivo promover a internacionalização das empresas nacionais e combina preparação estratégica em Lisboa, imersão no ecossistema tecnológico de São Francisco e acompanhamento posterior.
Numa primeira fase, as empresas vão participar em sessões de preparação, onde terão acesso a formação e mentoria sobre posicionamento no mercado norte-americano, estratégias de fundraising, go-to-market, aperfeiçoamento de pitches e partilha de experiências de empreendedores que já expandiram os seus negócios para os Estados Unidos.
Numa segunda fase, de 5 a 7 de Outubro, já em São Francisco, as startups integradas no Portugal at SF Tech Week 2026 vão contar com uma programação que lhes permite estabelecer contacto com empresas e organizações de inovação locais e participar em reuniões com investidores e outros eventos.
As participantes são CodePlatform, Inc; Enline; ExpertGrain; Lampsy; noticed, Inc; Octo Health; Savearth;
The C-MORE Company; VeriCasa e KYC/AML.
As startups seleccionadas desenvolvem soluções nas áreas de SaaS, HealthTech, AI e Machine Learning e Deeptech, já levantaram, no total, mais de 11 milhões de euros em investimento e empregam mais de 160 colaboradores.
A programação conta com o apoio do Consulado-Geral de Portugal em São Francisco, da Transatlantic Highway Ventures, da delegação da AICEP em São Francisco, e ainda o patrocínio da Cooley.
Filipa Pinto Carvalho, co-fundadora da RedBridge Lisbon, explica que +ete programa é a prova de que estas pontes entre Lisboa e São Francisco já suportam tráfego nos dois sentidos. Não estamos a levar estas 10 startups a uma visita de cortesia ao Silicon Valley, estamos a colocá-las diante dos investidores, operadores e fundadores certos, preparadas para as conversas que fazem realmente diferença».
Já Gil Azevedo, diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, salienta que «o evento permite promover sinergias, identificar novas oportunidades de negócio e estabelecer relações estratégicas com investidores e outros parceiros para as startups que apoiamos, e reforça o nosso objectivo de construir pontes para a inovação entre Portugal e outras geografias».
Por seu turno, Miguel d’Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, refere que «Portugal já tem um ecossistema com a maturidade necessária para entrar nos Estados Unidos, e essa entrada faz-se com uma selecção criteriosa. Estas dez empresas representam o país porque estão preparadas para o escrutínio da Bay Area. É esse nível de exigência que queremos como norma no ecossistema nacional de empreendedorismo. O sucesso desta semana não se mede pelos dias em São Francisco, mas pelo que fica depois: a rede que continua a trabalhar, o investimento que chega às empresas e a prova de que se constrói uma empresa global a partir de Portugal».









