Agentes capazes de compreender um objectivo
A Salesforce tem defendido que os agentes inteligentes representam a próxima grande evolução da inteligência artificial aplicada às empresas. Mas o que muda quando deixamos de falar apenas de assistentes e passamos a ter agentes capazes de executar trabalho de forma autónoma? Tiago Machado, regional sales director da Salesforce Portugal, diz que a principal mudança é que deixamos de ter sistemas que apenas ajudam as pessoas a realizar tarefas para passarmos a ter agentes capazes de compreender um objectivo, tomar decisões dentro de parâmetros definidos e executar acções de forma autónoma. «Enquanto bots simples respondem a pedidos e fornecem informação, os agentes conseguem actuar, automatizando processos completos e integrando-se directamente nos fluxos de trabalho das organizações». Esta evolução, diz, permite que a Inteligência Artificial deixe de ser uma ferramenta de produtividade individual para se tornar num elemento operacional do negócio. «Os agentes podem assumir tarefas repetitivas, processar informação em tempo real, interagir com sistemas empresariais e executar acções sem intervenção humana constante, libertando as equipas para actividades de maior valor acrescentado».
No entanto, a verdadeira transformação não está apenas na autonomia tecnológica. Nas palavras de Tiago Machado, o valor surge quando estes agentes têm acesso ao contexto certo — dados, processos e regras de negócio — e trabalham em conjunto com as pessoas. «É precisamente essa combinação entre humanos, agentes e dados que permite que as empresas saltem para um nível de produtividade e crescimento a que chamamos Agentic Enterprise».









