A Check Point Software revelou o relatório global de ciberameaças relativo a Maio de 2026 em que registou uma média de 2055 ciberataques por semana às organizações em todo o mundo. Isto corresponde a um aumento de 2% face ao mesmo período do ano anterior, embora represente uma diminuição de 7% em relação a Abril.
O sector da educação voltou a ocupar a primeira posição entre os mais visados pelos cibercriminosos, com uma média de 4641 ataques semanais por organização, um aumento de 7% face ao ano anterior; seguido do governo (2620 ataques semanais) e das telecomunicações (2583 ataques semanais).
Os investigadores da Check Point Research revelaram ainda que a América Latina voltou a liderar o ranking global de ataques, com uma média de 3149 ataques semanais por organização, registando um crescimento anual de 13%. No resto mundo, «a actividade permaneceu elevada, evidenciando que a diminuição global registada em Maio representa sobretudo uma pausa temporária e não uma inversão da tendência».
Por outro lado, a empresa alertou que os ataques de ransomware cresceram 48% e atingiram o valor mais elevado de 2026 com 698 ataques. As áreas de actividade mais afectadas foram empresas de serviços (35% dos incidentes reportados), seguido do retalho e da indústria. em termos geográficos, as regiões mais atacada são a
América do Norte (49%), a Europa (22%) e a APAC (19%). O Qilin continua a ser o ransomware dominante, em Maio, com 14% dos ataques publicados, seguido do The Gentlemen com 10%.
Em Portugal foram registados uma média de 2407 ataques semanais por organização em Maio, representando um aumento de 7% face ao mesmo período do ano anterior e colocando o País acima da média global. Os sectores mais atacados a nivel nacional são a educação, o governo, os serviços financeiros, as telecomunicações e as empresas de serviços.
Rui Duro, Country Manager para Portugal da Check Point Software, explica que «os números registados em Portugal demonstram que o país continua integrado nas principais tendências globais de ameaça. O crescimento dos ataques e a pressão crescente sobre sectores críticos reforçam a necessidade de uma abordagem preventiva, suportada por inteligência artificial e por plataformas de segurança capazes de antecipar e bloquear ameaças antes de estas causarem impacto».









