Com estadas médias de apenas três a quatro dias no Porto, a maioria dos turistas não tem tempo para viajar até à região vinícola. A solução? Criar uma experiência virtual imersiva que permite levar o Douro até Gaia: «Pensámos em realidade virtual, mas o metaverso oferece uma grande vantagem: permite que várias pessoas estejam no mesmo espaço ao mesmo tempo, interagindo de forma mais natural».
Como o ‘Douro no Metaverso’, os visitantes podem explorar uma reprodução fiel de uma das propriedades mais cónicas da Sandeman: «Quem conhece a Quinta do Seixo reconhece a varanda, as mesinhas com queijos, a loja. Tudo foi recriado ao detalhe, com a diferença de que, no metaverso, as garrafas podem estar ligeiramente sobredimensionadas», brincou André Campos.
A escolha da plataforma Spatial, uma das mais acessíveis e mainstream do mercado, permite que a experiência não se limite às caves: «O objectivo é que qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, possa visitar o Douro à distância». Esta tecnologia já está, inclusive, a ser utilizada pela empresa para acções de formação e promoção, com planos para expandir o seu uso.
Novos usos para o metaverso na Sogrape
Além da experiência de enoturismo, a Sogrape está a explorar o potencial do metaverso para reforçar a relação com distribuidores e clientes empresariais. «Vamos levar os nossos enólogos a conversar directamente com compradores das principais cadeias dos Estados Unidos, com óculos de realidade virtual, numa experiência imersiva na Quinta do Seixo», adiantou André Campos. Outro objectivo passa por utilizar a tecnologia para fins educativos: «Uma coisa é falar sobre o Douro ou sobre as nossas regiões de Espanha, outra é transportar as pessoas para lá através de imagens vivas e envolventes».
O projecto tem recebido feedback positivo dos visitantes, especialmente daqueles que experimentam o metaverso pela primeira vez: «Uma das coisas mais valorizadas é o facto de poderem partilhar a experiência com amigos e familiares. Não é apenas cada um com os seus óculos isolado no seu mundo, mas sim uma experiência social, onde podem interagir, explorar e divertir-se em conjunto», destacou André Campos.









