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Receitas de e-commerce vão atingir 2,3 biliões de euros em 2021

O mercado do comércio electrónico vai crescer 12% este ano, ao nível das receitas, e chegar aos 3,8 mil milhões de utilizadores, de acordo com um estudo do site Finaria.

snowing/Freepik

A pandemia trouxe um boom ao e-commerce, o que já não é novidade. Mas, segundo o site de análise financeira italiano Finaria, o mercado vai continuar a crescer nos próximos anos, já que os consumidores se habituaram a comprar tudo online. De 2019 para 2020, as receitas geradas pelo e-commerce cresceram mais de 20% e chegaram aos 2 biliões de euros (cerca de 2,4 biliões de dólares) e espera-se que em 2021 cheguem aos 2,3 biliões (2,7 biliões de dólares), um crescimento de 12% ano-a-ano. Esta tendência manter-se-á nos próximos tempos, segundo o site Statista, embora a um ritmo mais lento e, em 2025, as receitas do comércio electrónico deverão ser de cerca de 2,8 biliões de euros, ou seja, 3,4 biliões de dólares.

O estudo do Finaria revela ainda que o mercado nos países desenvolvidos se encontra numa «fase de maturidade e que a concorrência é extremamente elevada», com grandes retalhistas, como Amazon e a AliExpress, a dominar e em que os players mais pequenos têm maiores dificuldades, já que é uma área em que a «taxa de abandono de carrinhos se situa nos 75%». Os dados mostram ainda que o mercado chinês de e-commerce é o maior do mundo (deverá atingir 1,05 biliões de euros, em 2021), seguido dos EUA, Japão, Reino Unido e a Alemanha.

Em 2020, o número de utilizadores de comércio electrónico aumentou 9,5% em relação ao ano anterior e chegou aos 3,4 mil milhões e, este ano, deverá ainda subir mais (10%) e alcançar os 3,8 mil milhões. O Statista mostra que, em 2017, 2,4 mil milhões de pessoas já compravam online e que desde então o ritmo de crescimento tem sido acelerado, tendo chegado aos 3,1 mil milhões em 2019, antes da pandemia – um aumento de cerca de 350 milhões de utilizadores a cada ano. As previsões são que o número de compradores suba para 4,9 mil milhões, em 2025. Em Portugal, o valor estimado de utilizadores de comércio electrónico é de 5,1 milhões em 2020, e deverá atingir os 5,3 milhões, este ano, revela o Statista.

Roupa, brinquedos e electrónica lideram
Ao nível de produtos, as categorias que dominam e geram quase um terço das receitas são a roupa e os brinquedos e essa tendência manter-se-á em 2021, diz o Finaria. A roupa, vestuário e acessórios representa o maior segmento do mercado de e-commerce e deverá gerar 633,4 mil milhões de euros em receitas em 2021, um aumento de 15% ao ano. Nos próximos quatro anos, espera-se que as vendas online desta categoria atinjam o marco de um bilião de dólares, cerca de 830 mil milhões de euros. O segundo lugar de produtos mais vendidos é ocupado pelos brinquedos e hobbys, que devem atingir 493 mil milhões de euros em receitas este ano, um aumento de 12% em relação a 2020, e continuar a crescer até aos 640 mil milhões, em 2025.

Como terceiro maior segmento, a nível mundial, está a electrónica e os media. Esta será a categoria que mais se destaca com 28% de crescimento em relação ao ano passado, chegando aos 452 mil milhões de euros este ano. Em seguida está a alimentação e cuidados pessoais e os os móveis e electrodomésticos, com receitas de 391 mil milhões e 303 mil milhões de euros, respectivamente.

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