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Data center: um rei sem trono

O palco é ocupado pela computação em nuvem e pelo Big Data, que recebem toda a atenção e aplausos. Lá atrás, e trabalhar para que todos estes conceitos vinguem, estão os data centers. Na era moderna, a nuvem pode ser rainha, mas o data center é o poder por trás do trono.

Deixemos aqui um pensamento para o humilde centro de dados. Embora tecnologias chamativas como a computação em nuvem, o machine learning ou o Big Data recebam toda a atenção nos dias de hoje, os data centers tornam tudo isso possível, em silêncio, em segundo plano.

Seja um consumidor ou uma empresa, os data centers oferecem apoio e activam praticamente tudo o que fazemos a cada momento. Seja a conversar com amigos, assistir a um filme ou até apanhar um comboio. A tecnologia abraçou-nos em todos os aspectos das nossas vidas quotidianas e nada disso seria possível sem os centros de dados.

Mesmo neste admirável mundo novo, onde quase todas as organizações estão a explorar o potencial da nuvem, o data center ainda é essencial – o que é demonstrado por uma pesquisa da CBRE que diz que a procura por espaço em data centers europeus atingiu, este ano, o máximo de todos os tempos.

Afinal, todas as cargas de trabalho de aplicações, ambientes de teste e arquivos corporativos precisam de “morar” em algum lugar. A computação em nuvem significa que, “pessoalmente”, não precisamos de manter o nosso próprio data center. Mas isso não nega a necessidade de um.

O mercado hiper-convergente disparou para quase 1,5 mil milhões de dólares em vendas durante o segundo trimestre de 2018, um aumento de 78% face ao ano passado.

Na verdade, o advento da nuvem generalizada significa que as empresas precisam de estar mais preocupadas que nunca com o estado do data center que estão a usar, seja o deles ou de quem disponibiliza a nuvem.

As organizações que usam a sua própria infra-estrutura local precisam de garantir que o seu hardware é capaz de acompanhar os seus concorrentes hospedados em nuvem, enquanto os utilizadores da cloud devem usar a maior liberdade que isso permite para exigir o melhor dos seus parceiros na nuvem.

O poder da análise de dados

O ritmo dos negócios actuais está a aumentar a cada dia e, numa economia orientada por software e voltada para dispositivos móveis, vantagens em fracções de segundo podem significar a diferença entre fracasso e sucesso. Para acompanhar esse ritmo acelerado de mudança, as organizações estão a voltar-se cada vez mais para a poderosa combinação de análise de dados e machine learning. Estão a usar a inteligência artificial avançada para classificar rapidamente os vastos volumes de informações que geram diariamente e gerar insights de negócios.

Essa estratégia pode ser uma grande mudança para a agilidade dos negócios, mas a desvantagem é que pode colocar uma enorme pressão sobre um data center mal equipado.

Então, como é o futuro do data center? Apesar do crescente apelo da computação em nuvem, o data center em si não vai desaparecer tão cedo, dizem os especialistas. Na verdade, até garantem que está a evoluir, tornando-se mais poderoso e versátil do que nunca, pois as organizações exigem a capacidade de executar cargas de trabalho de análise em tempo real e algoritmos avançados de machine learning. actualmente, a nuvem pode ser rainha – mas o data center é definitivamente o poder por trás do trono.

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Jornalista especializada em TIC desde 2000, é fã incondicional de todo o tipo de super-heróis e da saga Star Wars. É apaixonada pelo impacto que as tecnologias têm nas empresas.