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Check Point: ciberataques a empresas nacionais crescem 29% em Junho

O valor coloca o País 16% acima da média mundial, de 2270 ataques semanais por organização, e 32% acima da média europeia, de 2003 ataques.

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A equipa de investigadores da Check Point Software Technologies alerta para o crescimento de ciberataques a organizações nacionais. Em Junho, as empresas em Portugal enfrentara uma média de 2639 ciberataques por semana, um aumento de 29% face ao mesmo mês de 2025.

O valor coloca o País 16% acima da média mundial, de 2270 ataques semanais por organização, e 32% acima da média europeia, de 2003 ataques.

Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal, explica que «o crescimento de 29% em Portugal não deve ser lido apenas como mais um número mensal. Mostra que as organizações nacionais estão inseridas num cenário de pressão contínua, no qual os atacantes alargam o número de alvos, automatizam operações e exploram rapidamente qualquer fragilidade. A resposta exige uma estratégia assente na prevenção, com inteligência artificial, visibilidade sobre toda a infraestrutura e capacidade para proteger redes, utilizadores, dados e aplicações de IA antes de um incidente produzir impacto».

A nível global, houve uma subida de 10% dos incidentes face a Maio e de 17% comparativamente com Junho de 2025. O sector da Educação permaneceu como o mais atacado a nível mundial, com uma média de 4816 ataques semanais por organização, mais 16% do que em Junho de 2025.

A Administração Pública surgiu na segunda posição, com 2836 ataques semanais e uma subida homóloga de 5%. As Telecomunicações ficaram imediatamente a seguir, com 2 835 ataques, mais 13%. Estes três sectores voltam a concentrar uma parcela desproporcionada da actividade maliciosa mundial, uma tendência que se tem mantido nos últimos meses.

A actividade de ransomware voltou a acelerar. Os grupos de dupla extorsão publicaram 646 vítimas em Junho, mais 33% do que no mesmo mês de 2025. Os Serviços Empresariais foram o sector mais afectado, representando 31% dos casos divulgados, seguindo-se Bens e Serviços de Consumo, com 16%, e Indústria Transformadora, com 14%.

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