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IA muda as regras da cibersegurança

Ataques mais rápidos, automatizados e baratos estão a obrigar empresas e governos a rever a forma como se defendem. A inteligência artificial não inventou o cibercrime, mas está a mudar a sua escala e a colocar ferramentas antes reservadas a especialistas ao alcance de muito mais pessoas. Portugal e a Europa estão preparados para uma ameaça que também aprendeu a usar IA?

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A resposta terá, por isso, de ultrapassar as fronteiras das empresas. «As empresas devem partilhar informação sobre ameaças e incidentes, bem como boas práticas de cibersegurança e Responsible AI, as autoridades nacionais devem reforçar a coordenação, a capacidade de resposta e os requisitos de segurança, e as entidades europeias devem promover padrões comuns, partilha de threat intelligence, exercícios transfronteiriços e mecanismos de resposta coordenada». A razão é também uma consequência da própria natureza da ameaça: «Perante ataques cada vez mais automatizados e potencialmente transnacionais, nenhuma organização ou país terá, isoladamente, capacidade para acompanhar a evolução da ameaça».

Para as empresas mais pequenas, porém, a questão começa bastante antes de qualquer mecanismo europeu de cooperação. Bruno Castro reduz a preparação a três prioridades: conhecer o que existe dentro da organização, preparar as pessoas e garantir capacidade para detectar e responder. Sobretudo, defende o especialista, não se deve esperar pelo ataque para descobrir como responder. «A questão já não é saber se a IA vai ser utilizada para atacar organizações, até porque isso já está a acontecer. A questão é saber se as empresas vão conseguir utilizar a mesma tecnologia para aumentar a sua capacidade de defesa, mantendo pessoas, processos e liderança preparados para tomar decisões quando for realmente necessário».

 

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