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2026: o ano da consolidação e dos agentes de IA

O ano de 2025 não foi muito diferente em termos geopolíticos do ano anterior, poder-se-á dizer mesmo que até foi mais conturbado dadas as mudanças políticas que aconteceram nos EUA e a imposição das tarifas que afectaram a economia mundial. Tal como no passado, o mercado das TI respondeu bem aos desafios e ficou marcado por um crescimento superior ao esperado. A IA deverá continuar a ser o grande motor dos investimentos em tecnologia e os líderes das empresas mostram-se confiantes e consideram que os próximos doze meses, apesar de desafiantes, serão, igualmente, de crescimento e consolidação.

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Vasco Santos © ésistemas

Em 2026, e «graças ao trabalho consolidado dos últimos anos», o responsável mostra-se confiante: «Antecipamos um ano de forte consolidação de mercado e expansão do canal de vendas indirectas, reafirmando o nosso compromisso com a distribuição de soluções e projectos de excelência. Prevemos também a continuidade da melhoria de processos, do aumento de conhecimento e experiência, e da melhoria geral da qualidade, produtividade e resultados».

O CEO da ésistemas avança ainda algumas tendências de mercado e prioridades previstas, entre as quais «oferta integrada de produtos e serviços (AV–IT; AV as a Service)»; o modelo Audiovisual as a Service como «um vector de crescimento sustentado»; e inteligência artificial omnipresente, com aplicações ambivalentes». Vasco Santos diz que a empresa está preparada «para consolidar o progresso alcançado e ampliar a actuação, mantendo o foco nos parceiros, na inovação e na entrega de soluções integradas e de elevada qualidade».

Resiliência digital
O ano passado, «o sector tecnológico no tecido empresarial foi marcado por uma dinâmica intensa e por uma evolução constante, com uma tendência clara para a especialização e para a oferta de soluções integradas. A distribuição deixou definitivamente de ser apenas sobre produtos: hoje, o verdadeiro valor está no conhecimento, nos serviços e na capacidade de adaptação às exigências crescentes dos clientes», diz Anabela Correia, chief customer officer da ALSO Portugal.

Anabela Correia © ALSO

A responsável acrescenta que «embora a digitalização, a cloud e a IA permaneçam como motores de transformação, o factor diferenciador durante 2025 foi a integração eficaz dessas tecnologias em ecossistemas completos, capazes de gerar eficiência, segurança e escalabilidade. As empresas que conseguiram combinar inovação com agilidade foram as que lideraram este novo ciclo de crescimento e mudança».

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