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2026: o ano da consolidação e dos agentes de IA

O ano de 2025 não foi muito diferente em termos geopolíticos do ano anterior, poder-se-á dizer mesmo que até foi mais conturbado dadas as mudanças políticas que aconteceram nos EUA e a imposição das tarifas que afectaram a economia mundial. Tal como no passado, o mercado das TI respondeu bem aos desafios e ficou marcado por um crescimento superior ao esperado. A IA deverá continuar a ser o grande motor dos investimentos em tecnologia e os líderes das empresas mostram-se confiantes e consideram que os próximos doze meses, apesar de desafiantes, serão, igualmente, de crescimento e consolidação.

© rawpixel.com/Freepik

Crescimento dos agentes de IA
Nelson Pereira, CTO da Noesis, revela que o ano passado «marca o início da mudança na forma como as empresas estão a encarar a adopção de IA. A inteligência artificial e, sobretudo, os temas relacionados com IA generativa e agentic AI estão a deixar de ser um território de experimentação para passar a ser encarados de forma integrada e mais consistente nos processos de negócio. Assim, «2025 foi um ano de consolidação e alinhamento. A tecnologia deixou de ser abordada em silos e passou a ser tratada como um ecossistema integrado, onde cloud, dados, aplicações, segurança e IA evoluem de forma coordenada, suportando, de forma conjunta, a estratégia de negócio», acrescenta o responsável.

Neslon Pereira © Noesis

Este ano será «decisivo» e «em que a maturidade tecnológica das organizações será realmente posta à prova» e Nelson Pereira explica por que razão: «Entramos numa nova fase, onde a diferença entre transformação real e uma mera sensação de progresso ficará inevitavelmente exposta». O responsável refere ainda as previsões da IDC que indicam que «a maioria das organizações vai evoluir para modelos de Composite AI, combinando capacidades generativas, preditivas e prescritivas num único sistema integrado» e que «os agentes de IA terão um crescimento acelerado. Contudo, para além da tecnologia, «2026 trará um desafio igualmente crítico: o factor humano» já que «a IA não substitui o talento — amplifica-o — e a vantagem competitiva dependerá da capacidade de preparar equipas, redesenhar processos e criar modelos de governance que assegurem controlo e confiança». Assim, 2026 «será um ano de decisões estruturantes» em que «quem agir primeiro terá vantagem; quem esperar arrisca-se a chegar tarde demais» e por isso é «um verdadeiro ponto de viragem», afirma Nelson Pereira.

Parceiros da transformação digital
«O ano de 2025 reflecte todo o esforço, dedicação, aprendizagem, desafios e oportunidades que juntamente com os parceiros temos vindo a superar ao longo dos últimos anos», diz Nelson Martins, channel manager da Asus Portugal. O responsável sublinha que «o crescimento contínuo da marca resulta da venda e implementação das soluções apresentadas pela Asus Business como uma opção inovadora para o mercado profissional» e que foram 12 meses em que se dedicaram «ao estudo do mercado profissional, a adquirir mais conhecimento e aperfeiçoar as competências». O resultado é que «terminaram o ano com um crescimento de 51%, ligeiramente acima do crescimento global na Europa de 50%».

Nelson Martins © Asus

O responsável adianta que receberam o «contacto de diferentes empresas que actuam em vários sectores, desde a educação, indústria, saúde, finanças ou governo» e que na linha de produtos para profissionais Expert Series, os portáteis representam 70% das vendas enquanto os desktops e all-in-ones representam 30%. O channel manager destaca que «a rede de parceiros foi essencial ao longo deste percurso» e que estão «confiantes e optimistas para enfrentar os desafios» de 2026.

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