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2026: o ano da consolidação e dos agentes de IA

O ano de 2025 não foi muito diferente em termos geopolíticos do ano anterior, poder-se-á dizer mesmo que até foi mais conturbado dadas as mudanças políticas que aconteceram nos EUA e a imposição das tarifas que afectaram a economia mundial. Tal como no passado, o mercado das TI respondeu bem aos desafios e ficou marcado por um crescimento superior ao esperado. A IA deverá continuar a ser o grande motor dos investimentos em tecnologia e os líderes das empresas mostram-se confiantes e consideram que os próximos doze meses, apesar de desafiantes, serão, igualmente, de crescimento e consolidação.

© rawpixel.com/Freepik

Além disso, será marcado «pela aceleração do investimento em IA generativa» e Portugal será um motor fundamental desta evolução, através do Centro de Excelência de IA», onde estão a ser desenvolvidos «mais de 25 agentes inteligentes integrados no Cegid Pulse». Sobre o processo de fusão com a PHC Software, o responsável assegura que tem sido «um processo desafiante» já que se «trata de um novo modelo e de uma nova organização, implicando mudanças profundas do ponto de vista cultural, organizativo e estratégico». No entanto, «o elevado nível profissional das equipas da PHC tem permitido avançar mais rapidamente do que o planeado».

Expansão sustentada
Para a Asseco PST, 2025 «constituiu um período de afirmação, crescimento e consolidação», destaca Pedro Miguel Lopes, administrador da tecnológica especializada no desenvolvimento de software para o sector financeiro. A empresa conseguiu alcançar, «pela primeira vez, o objectivo de superar um volume de facturação de 50 milhões de euros». O responsável esclarece a importância deste acontecimento: «Este marco reforça a robustez do nosso posicionamento e inaugura uma nova etapa, na qual assumimos como prioridade assegurar que a expansão da receita é complementada por ganhos acrescidos de eficiência operacional, rigor na gestão de custos e um fortalecimento sustentado das margens e da rentabilidade».

Pedro Miguel Lopes © Asseco PST

Pedro Miguel Lopes indica que estes resultados «colocam a Asseco PST numa posição particularmente favorável para elevar o nível de ambição e intensificar o ritmo de desenvolvimento em 2026». Os objectivos estão traçados sendo, «uma vez mais, a fasquia dos 50 milhões de euros em facturação» e continuar «o desenvolvimento e lançamento de novas soluções, bem como a modernização das já existentes». O responsável avança outros planos: «Manteremos o enfoque no reforço da margem operacional, designadamente através da automação de processos, da promoção contínua da eficiência interna e da adopção progressiva de tecnologias de IA. Aprofundaremos a colaboração com o Grupo Asseco com o propósito de explorar sinergias, identificar oportunidades conjuntas e acelerar a entrada em novas geografias. Relativamente a aquisições e parcerias estratégicas, mantemos a determinação em prosseguir um percurso de crescimento inorgânico».

Por outro lado, «a solidez, a estabilidade e a resiliência operacional permanecerão pilares essenciais para garantir um crescimento sustentável, coerente com a estratégia de longo prazo da organização», conclui Pedro Miguel Lopes.

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