No entanto, o responsável deixa um alerta: «Devemos estar preparados para a escassez e o aumento dos custos devido à falta de memórias no mercado, o que provavelmente causará especulação nos preços dos equipamentos e prolongará os prazos de entrega durante o primeiro e, possivelmente, também o segundo trimestre de 2026». O senior director sales destaca ainda «o investimento na construção do novo armazém em Guadalajara/Madrid», que «tem como objectivo superar as expectativas dos nossos parceiros e servir ainda melhor toda a região ibérica».
TI cada vez mais relevantes
Paulo Rodrigues, V-Valley Portugal sales manager, explica que o ano passado foi de «investimentos importantes na modernização tecnológica das empresas, alavancados pela comparticipação com fundos europeus». O responsável refere que, num país pequeno como Portugal, «mas com grandes competências, tanto no que concerne à formação, como na adopção da tecnologia, é imperativo tirar partido deste momento. Isto, com o objectivo de fazer com que as empresas sejam competitivas além-fronteiras». Assim, o responsável realça a posição da V-Valley: «Sermos competentes, como somos, a nível local, pela proximidade com as organizações, é uma variável excelente. Mas, e se temos ambições de crescer, é imperativo olharmos para o mercado global, pelo que a modernização tecnológica é um factor importantíssimo numa estratégia deste cariz. Apesar de tudo o que referi, poderíamos ter aproveitado melhor o momento, pois precisamos de mais agilidade nos processos para aproveitar os investimentos que se verificaram na modernização das organizações. Sempre com o posicionamento internacional no Top of Mind».

Quanto a 2026, as expectativas são «bastante positivas» e Paulo Rodrigues explica que Portugal deve fazer: «Temos de acelerar o investimento, por exemplo, precisamos de adequar e modernizar a administração pública, seja central ou local, numa perspectiva de utilidade, mas também de simples usabilidade para os cidadãos. Existem, igualmente, desafios mais globais, que nos chegam por via das condições geopolíticas à escala mundial, com investimentos estratégicos em vários sectores de actividade. Toda esta situação, de alguma forma, vem revolucionar a forma como investimos; implica a tomada de decisões de investimento com mais alcance no tempo, com o intuito de estarmos na linha da frente quanto à competitividade das empresas nacionais. É o momento de tirarmos partido das condições favoráveis em que nos encontramos. O nosso sector das TI é um motor muito importante na economia, pelo que se espera que em 2026 a sua relevância se faça notar ainda mais».








