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A inteligência artificial é para todos e não vai eliminar os empregos

Todas as previsões apontam para o facto de 2024 continuar a ser marcado pela inteligência artificial. No seu blog, a Microsoft desmistifica as principais preocupações em relação a esta tecnologia.

Rawpixel/Freepik

As grandes inovações são sempre alvo de cepticismo por parte de algumas pessoas que nem sempre acreditam no potencial das novas tecnologias. Karmel Allison, technical advisor do CTO da Microsoft (Kevin Scott), explica isso mesmo e por que motivo a empresa decidiu revelar alguns mitos ligados à inteligência artificial: «Tivemos de aprender que nem tudo o que vemos na Internet é verdade e temos de fazer o mesmo com a IA. Temos de procurar saber mais sobre os preconceitos existentes, conhecer as falhas, descobrir os pontos fortes e como podemos utilizar a IA na nossa própria vida, tornando-a uma ferramenta ao nosso serviço».

Assim, a responsável acredita que a inteligência artificial vai «mudar a natureza de alguns empregos, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades para as pessoas se concentrarem em tarefas mais significativas e criativas». A tecnologia não vai eliminar os empregos e será importante para que as pessoas/empresas repensem o trabalho e aproveitem as ferramentas existentes para lidar com as tarefas rotineiras e, assim, conseguirem criar mais valor para as organizações.

Outro dos mitos em que a Microsoft acredita é no de a IA ser apenas «para quem trabalha em tecnologia». Karmel Allison esclarece que a inteligência artificial está em todo o lado, na maioria dos programas e softwares que usamos todos os dias, como o e-mail e os motores de busca, entre outros. É por isso que, à medida que a IA se torna mais comum, é também «cada vez mais importante conhecer as diferentes formas de a utilizar», salienta a technical advisor: «Precisamos de conhecer quais são as melhores ferramentas de IA para o que queremos fazer. Ao escolhermos as ferramentas certas, podemos ter a certeza de que estamos a utilizar a IA mais fiável e especializada para cada tarefa».

Uma tecnologia tendenciosa
São conhecidas as histórias de resultados apresentados pela IA que estão cheios de problemas e erros, o que se deve ao facto de os dados através dos quais foi treinada serem tendenciosos, inadequados ou pelo seu programador ser preconceituoso. Karmel Allison acredita que, nesta nova era tecnológica em que a inteligência artificial e a IA generativa vão ser preponderantes, é preciso «dar as ferramentas às pessoas para usarem esta tecnologia de forma informada, que conheçam a forma como estes sistemas são criados e compreendam os princípios/valores das empresas que os desenvolvem». A responsável apela ainda ao uso responsável da IA por parte das organizações e dos developers, para evitar preconceitos: «É importante que os programadores desenvolvam sistemas de IA baseados em conjuntos de dados diversificados, representativos e usem algoritmos justos e imparciais». Além disso, a technical advisor revela a estratégia da Microsoft: «A empresa está empenhada em desenvolver IA de forma responsável, desde a concepção à criação de sistemas, como o Copilot, que respondem a princípios de equidade, fiabilidade, justiça e transparência».