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S21sec: ransomware foi o ataque mais usado no primeiro semestre de 2020

Saúde, utilities, indústria, transportes e telecomunicações foram os sectores mais afectados.

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Business-IT

A equipa de intelligence da empresa de cibersegurança publicou o seu relatório de referência semestral, Threat Landscape Report, no qual analisa a evolução do cibercrime ao longo da primeira metade do ano. Em destaque  estiveram as campanhas de malware devido à COVID-19, especificamente aquelas destinadas ao roubo de dados ou ransomware, com um aumento de quase 400 mil amostras em comparação ao período homólogo do ano anterior.

Segundo o relatório, os ataques do tipo ransomware marcaram os primeiros seis meses do ano com um grande número de empresas, entidades estatais, indivíduos a serem foram vítimas de roubos dados.

Entre os sectores mais afectados estão a saúde (hospitais), utilities (rede elétrica), a indústria petroquímica, os transportes e as telecomunicações. Isto mostra que «a importância de alguns setores tornou-os alvo de ciberataques por parte de grupos patrocinados pelo estado, terroristas e outros cibercriminosos que procuram explorá-los para os seus próprios interesses políticos e socioeconómicos», explica a empresa, em comunicado.

A S21sec detectou 9428 vulnerabilidades que afectaram principalmente os sistemas operativos Windows, representando mais de 57% de ameaças de alto impacto.

A equipa de Intelligence da empresa de cibersegurança identificou ainda seis tendências: ransomware-as-a-service; diferentes tipologias para aumentar os seus benefícios; a criação de blogs para a publicação de informações na Deep Web, a união de forças entre diferentes operadores, o leilão de informações confidenciais e objectivos específicos e cada vez maiores.

Em virtude do crescimento das ameaças, Agustín Muñoz-Grandes, CEO da S21sec, considera que «é essencial, agora mais do que nunca, começar a formar as pessoas em boas práticas de cibersegurança, redireccionando a cultura e a sensibilização para o uso correto dos sistemas e tecnologias das organizações».