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A única constante que existe nas TI é a mudança

A mudança nas TI é uma constante e isso cria um stress em gerir, disse Jorge Duarte, CEO da IT Peers na primeira edição do evento organizado pela tecnológica que ficou marcado pela partilha de conhecimento sobre inteligência artificial.

O Porto acolheu o primeiro IT Peers Summit, um evento que reuniu mais de 100 profissionais de diversos sectores de atividade. O objectivo do encontro foi debater até onde pode ir o contributo da inteligência artificial na gestão de TI, apresentando casos reais onde as ferramentas de inteligência artificial, machine learning, RPA entre outras, estão já a fazer a diferença nas organizações.

Jorge Duarte, CEO da tecnológica, apresentou o conceito de AIOPS – Artificial Intelligence for IT Operations, ou Inteligência Artificial em operações de TI – um termo criado pela Gartner em 2016. A AIOPS, de resto um conceito que também é novo para a própria IT Peers, usa algoritmos avançados e técnicas de inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados de várias ferramentas de operações de TI e de negócios com o objectivo de agilizar as operações de TI, aumentar a sua eficiência e proporcionar uma experiência superior ao utilizador.

«A IT Peers vai apostar neste conceito, pois esta nova forma de gestão de TI permite um afastamento da gestão isolada de operações e fornece insights inteligentes que promovem a automatização e a colaboração para proporcionar uma melhoria contínua». Diz o responsável que no futuro, terá um papel muito importante no aumento da eficiência das equipas de TI e facilitará a adopção de tecnologias complexas de última geração com as quais as soluções tradicionais não são capazes de lidar.  «Esperamos apresentar, muito em breve, casos reais de sucesso onde a inteligência artificial melhorou drasticamente as operações de TI», refere Jorge Duarte.



Mais do que transformação, disrupção
Na sua apresentação, o gestor explanou que nas TI, mais do que transformação digital, devemos falar em disrupção digital. «Há uma alteração completa da forma de trabalhar e gerir infra-estruturas informáticas. A única coisa constante que hoje temos é a mudança. O que antes era relativamente estático e estável, hoje em dia está em constante mutação». Esta permanente mudança, segundo Jorge Duarte, provoca um progressivo stress em quem tem de gerir infra-estruturas e aplicações. «Ninguém espera que uma aplicação possa falhar ou parar para manutenção. A expectativa é muito grande, nunca pode parar». Daí que o CEO fale na necessidade de repensar a forma de gerir as TI.

O IT Peers Summit contou ainda com a participação do professor Paulo Novais que através de uma viagem pelo conceito de Inteligência Artificial apresentou aos participantes as diferentes aplicações deste conceito nas mais variadas áreas, tais como educação, saúde e banca.

Por fim, houve lugar para um pequeno debate sobre o modo como a inteligência artificial mudou e está a mudar a sociedade na qual estamos inseridos. A opinião sobre a necessidade de encarar a inteligência artificial como algo sério e duradouro foi unânime. Concluiu-se que apesar de a inteligência artificial ter um grande potencial para melhorar as nossas vidas, ainda existe muita incerteza em redor do tema, nomeadamente devido às questões éticas que este tema comporta.

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