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Bright Pixel reforça aposta na cibersegurança

A sociedade portuguesa investiu na Fyde, uma startup norte-americana que desenvolve software para facilitar o acesso remoto e seguro a servidores. 

A Bright Pixel participou na ronda de financiamento de dois milhões de euros levantada pela Fyde. Draper Nexus e a Vertex Ventures,  Wells Fargo Ventures e Portugal Ventures foram os restantes investidores.

A startup norte-americana que desenvolve software para facilitar o acesso remoto e seguro a servidores vai aplicar o investimento no desenvolvimento de produto e no crescimento do negócio.

A Bright Pixel fecha assim a sua segunda ronda de investimento numa startup norte-americana e reforça o seu portfólio de cibersegurança.

«A cibersegurança tem sido uma área chave para a Bright Pixel, devido ao seu potencial de aplicabilidade aos mais diversos sectores e à grande necessidade de soluções inovadoras e flexíveis, uma vez que os ataques estão também em constante evolução», afirmou Celso Martinho, co-fundador e CEO da Bright Pixel.

«Vimos na Fyde uma solução que actua numa área muito relevante actualmente (Zero Trust Solutions) e complementar às startups em que temos investido e acompanhado», complementa Alexandre Santos, co-fundador e responsável por investimentos da sociedade de investimentos tecnológicos.

Fundada em 2017, a Fyde conta com os portugueses José Luís Pereira, que assume o cargo de chief technology officer, e Luísa Lima, vice-presidente de engenharia, na sua equipa de fundadores e uma equipa de cerca de 20 colaboradores no Porto.

A solução da startup ganha particular importância considerando que, segundo dados da Fyde, 59% das empresas sofrem uma fuga de dados devido a fornecedores e apenas 16% efectivamente mitiga os riscos associados a terceiros.

Para garantir uma maior segurança, o software desenvolvido utiliza o modelo Zero Trust Security, que parte do princípio de que nenhum utilizador é confiável e requer que qualquer pessoa, mesmo aquelas que já têm acesso à rede, tenham de ver o seu acesso verificado. Desta forma, se um atacante conseguir o acesso a um servidor, não conseguirá, por consequência, acesso a mais nenhum.

A experiência da equipa da Fyde foi também bastante relevante para este investimento, uma vez que três dos seus quatro fundadores criaram, em 2012, a Remotium, startup na área que foi posteriormente vendida à Avast, uma empresa líder mundial na área de endpoint security, onde trabalharam durante os dois anos seguintes.

«A equipa da Fyde está muito entusiasmada por contar com investidores portugueses como parte do projeto. Este investimento irá ajudar a Fyde a expandir a equipa no Porto com mais talento em engenharia, produto e vendas, por forma a caminhar para o crescimento sustentável da empresa», explica Luísa Lima.

A responsável realçou ainda que vão apostar na Europa: «Uma vez que a maior parte da equipa da Fyde está sediada no Porto, contamos com a Bright Pixel para nos ajudar a envolvermo-nos cada vez mais no ecossistema de empresas portuguesas, assim como para nos dar apoio na nossa expansão das vendas ao nível europeu».

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