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O escritório do futuro, segundo a Konica Minolta

Esqueçam as lentes de máquinas fotográficas, novas técnicas de impressão e outras coisas relacionadas com máquinas a cuspir papel ou a tirar fotografias. A Konica Minolta é, hoje, uma empresa de outros tipos de tecnologia onde até a realidade aumentada ajuda a desempenhar tarefas em ambiente empresarial.

Amesterdão fica no centro da Europa e é nesta cidade dos Países-Baixos que fica um importante centro de inovação da marca que nasceu no Japão, em 2003, com a fusão da Konica (1873) e da Minolta (1928). Para mostrar as inovações que a marca está a preparar para criar os escritórios do futuro, a Konica Minolta convidou a businessIT a conhecer este Innovation Hub onde pudemos ter contacto com algumas demos destas tecnologias.

Christian Kiesewetter, responsável de project delivery e operações em BIC (business innovation centers) foi quem nos abriu a porta para este novo mundo de aplicações de IT da empresa e que começou por definir a estratégia da Konica a curto prazo: «Queremos dar coisas inteligentes para as pessoas trabalharem e criar o lugar de trabalho do futuro. O objectivo é sermos, cada vez mais, uma empresa de IT e ligada a várias tecnologias». Kiesewetter lembra que a marca passou toda a sua história a inovar mas destacou um momento importante pelo qual a Konica Minolta está a passar: «O processo em que estamos chama-se Shinka, que significa evolução, em japonês, e é dedicado ao negócio e à sociedade humana».

Câmaras de segurança com LiDAR
Uma das principais estratégias para conseguir introduzir novas tecnologias no seu portfólio é ter vários BIC espalhados pelo mundo que estão muito atentos ao que as startups estão a fazer: «Nem todos vão ter sucesso, mas alguns são engraçados, como um detector de cheiro que nos diz que está na altura de tomar banho, o Kunkun Body, o as câmaras de segurança Mobotix». E foi precisamente esta última que esteve entre as destacadas pela Konica no seu Experience Hub de Amesterdão.

«A segurança é uma grande preocupação para todas as organizações e proteger o negócio tanto fisicamente como digitalmente está a tornar-se um factor crítico de sucesso», sublinharam os responsáveis da empresa que demonstraram a tecnologia. Na sala de demonstração, pudemos ver que
estas câmaras de segurança usam reconhecimento facial inteligente para gerir o acesso a edifícios ou escritórios, identificar padrões de movimento e fugas de gás, tudo isto com capacidades de visão nocturna, e auxílio por LiDAR.

Os óculos que vêem o que está além da vista
Nesta viagem a Amesterdão para conhecer novas tecnologias identificadas pela Konica como fulcrais para o escritório (ou uma fábrica) do futuro há ainda mais três a destacar. A primeira são uns óculos de realidade aumentada que vão guiando o utilizador para fazer uma série de processos: uma vez postos, os óculos indicam-nos que passos tomar para concluir uma tarefa, apontando, por exemplo, para zonas onde estão peças e como as montar. A Konica Minolta consegue ainda que estes smart glasses identifiquem, em ambiente industrial problemas nas máquinas, no local certo, e como os resolver. Christian Kiesewetter deu um exemplo prático: «Na fábrica da Siemens em Brno [República Checa], estes óculos permitem acelerar um processo de 12 para 4,6 horas».

O segundo projecto de destaque é a assistente virtual Alice que pode ser colocada na recepção de uma empresa. Num ecrã táctil podemos fazer check-in e pedir à Alice que nos ponha em contacto com quem nos vamos encontrar através de uma chamada telefónica.

Finalmente, um dos sistemas mais interessantes que vimos foi mesmo o Smart Room Booking. Baseado numa câmara que está a fazer streaming da sala e que recolhe dados, é possível prever a que horas é que uma sala de reuniões poderá estar com menos marcações e fazer logo a reserva. Além disto, a tecnologia Konica Minolta analisa ainda a qualidade do ar e a temperatura. «A IA aprende com a frequência diária das salas e prevê se a sala vai ficar livre ou não para ser marcada, com probabilidades para horários», explicou Christian Kiesewetter.

«Dar forma às ideias» é objectivo 2020
A visão da Konica Minolta para o futuro assenta em várias tecnologias que simplificam o dia-a-dia dos funcionários de uma empresa. A marca bateu várias vezes na tecla do conceito de ‘escritório do futuro’ e tem ideias muito concretas (e muitas, mesmo, já em execução plena) sobre como tornar isto uma realidade.

Para apresentar isto como um todo, a marca definiu o Workplace Hub como sendo o agregador de todas as inovações nos espaços de trabalho: «Isto serve para remover as barreiras referentes à falta de compatibilidade entre sistemas, fornecendo serviços inteligentes que trabalham em conjunto com as pessoas para as pessoas», garante a empresa. «Temos uma visão 2020 e sabemos perfeitamente de como nos vemos no futuro, de como vamos evoluir e ajudar os nossos clientes neste processo. Aliás, uma pedra basilar da inovação é sermos, precisamente, os parceiros fortes de que precisam. Vamos dar forma às nossas ideias e às ideias deles», concluiu Christian Kiesewetter.