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Temi o robot no Mobile World Congress

Temi Robot

Podia ser do verbo temer, podia. Mas não é. Temi é o nome de um robot desenvolvido em Israel e produzido na China e é o futuro das relações (mais ou menos) pessoais. Temer o Temi seria injusto, porque só dá é vontade de lhe dar um abraço.

Antes que comece o debate: o Temi (lê-se Témi) não nos quer substituir, quer-nos servir. Aliás, à Wired, Yossi Wolf, CEO da Roboteam, empresa israelita que desenvolveu o Temi, nem lhe queria chamar robot. Isto porque, defende o CEO, quando as pessoas pensam em robots esperam algo que soe a ficção científica, com caras e personalidades indistinguíveis dos humanos. Temi, o robô que a Roboteam espera que em breve todos tenhamos em nossas casas, parece mais um tablet sobre rodas.

A maneira mais simples de descrever o Temi é dizer que é uma versão móvel do Echo Show da Amazon. Chame pelo Temi lá em casa e ele seguramente vai encontrar o caminho até si.

O robot usa o reconhecimento facial para identificá-lo e segui-lo e conecta-se às ferramentas de inteligência artificial do Google para imitar a funcionalidade do Assistente da marca norte-americana. Temi tem ainda um modo mãos-livres para conversar via vídeo, assistir televisão ou ouvir música enquanto “o dono” deambula pela casa. Ou seja, vai poder facilmente fazer o mesmo que o Phill Dunphy fez em Uma Família Moderna (PS: Se não viu, tem que ver.)

No Mobile World Congress, que decorre em Barcelona, marcamos hora para visitar Temi. Danny Isserles, vice-presidente da área de Marketing, explicou à businessIT que, morando em Nova Iorque e tendo a família em Israel, tudo se tornou mais fácil. «Falo com eles enquanto continua a fazer outras coisas. Para além de que é assim que o meu chefe me acorda. Liga-me e põe o Temi à minha procura!!!».

A Roboteam sabe uma ou duas coisas sobre robots. Durante anos, a empresa construiu este tipo de equipamentos para os militares israelitas, estando estes equipamentos habilitados a trabalhar em todo terreno, manobrar em áreas sensíveis, subir montes de areia e pedras, ajudar a desarmar os explosivos com segurança. Agora, toda essa experiência foi usada para criar este assistente pessoal. Ou seja, é desta que há alguém em casa que não se vai queixar dos Legos espalhados.

Temi não mede mais do que um metro, pesa 20 quilos e tem um ecrã de 10 polegadas, microfones, alto-falantes e 60 sensores que somam um custo de aproximadamente 1.500 euros. Tem autonomia para cerca de oito horas e conecta-se através de Wi-Fi, LTE e Bluetooth.

Danny Isserles revelou-nos que, ao todo, o investimento canalizado foi de 60 milhões de dólares, «mas ainda não o gastamos todo». A produção começa em força no próximo mês de Julho. E apesar de ainda não estar sequer em pré-venda, já foram “vendidas” 30 mil unidades aos investidores.

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Jornalista especializada em TIC desde 2000, é fã incondicional de todo o tipo de super-heróis e da saga Star Wars. É apaixonada pelo impacto que as tecnologias têm nas empresas.