No evento que se realizou no Museu Nacional de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci, a marca reuniu a imprensa da Europa, Médio Oriente e África para comemorar os seus 50 anos de actividade. Massimiliano Rossi (vice-presidente, product business unit da Acer EMEA) falou do desempenho da empresa ao longo de 2025 e revelou que a tecnológica conseguiu receitas de 275,6 mil milhões de dólares (cerca de 237,31 mil milhões de euros), um aumento de 4,1% em relação ao ano anterior, mantendo a rota de crescimento iniciada em 2024.
O responsável disse que «a empresa está sólida», que «olhamos para o futuro com optimismo» e falou da diversidade de portfólio que a Acer tem neste momento, em que 32% (dados de 2025) das receitas já são provenientes do negócio não-PC. Por outro lado, referiu que, na região da Europa, Médio Oriente e África, a área empresarial tem uma quota de mercado de 30%, sendo que os restantes 70% dizem respeito ao segmento de consumo. Sobre os 50 anos da Acer, Massimiliano Rossi afirmou que a missão nunca mudou: «Quebrar a barreira entre as pessoas e a tecnologia. Isto é parte do nosso ADN desde que a Acer foi criada».
O responsável indicou ainda alguns dos momentos mais marcantes da história da empresa: «É uma jornada muito emocionante que começou em 1976. O nome Multitech foi criado pelo nosso fundador, Stan Shih, e no início começámos com um investimento muito baixo, equivalente a 25 mil dólares. Há muitos marcos ao longo da nossa história e um dos mais interessantes foi a aquisição da divisão de negócio mobile da Texas Instruments, que nos ajudou a entrar de forma muito sólida no mercado e através da qual conseguimos a marca TravelMate, que ainda usamos hoje no nosso portfólio comercial».
Continuar a crescer
Massimiliano Rossi explicou a estratégia da Acer para continuar o seu desempenho positivo, que passa pelos dispositivos com ChromeOS. A tecnológica é a número um no mercado de Chromebooks, como esclareceu o responsável: «Mantemos uma posição de liderança há muitos anos e esta é a área em que temos sido extremamente competitivos, tanto no consumo, como no sector da educação e em produtos comerciais».
Além disso, o responsável destacou que as prioridades em termos de negócio passam pela educação e pelo segmento «B2B», onde têm «uma presença forte na EMEA». E realçou ainda que a marca é um “perfect fit” para este mercado porque têm «estabilidade», «um portfólio forte», «resiliência na cadeia de abastecimento» com fábricas em diversos países e pelo facto de serem «uma empresa global com presença local». O VP disse ainda que «50 anos» de actividade provam que a Acer «sabe ajustar-se e ser ágil» e referiu que a tecnológica está a expandir-se «através de aquisições além do negócio principal», dando o exemplo da Posiflex (empresa de soluções de POS).
Sustentabilidade, IA e assistência técnica
Outra das prioridades da empresa passa pela sustentabilidade, como sublinhou Massimiliano Rossi: «É um elemento-chave da nossa estratégia, que começou com a gama Vero, mas agora está a abranger todo o portfólio. Utilizamos cada vez mais materiais recicláveis e, em alguns produtos, chegamos mesmo a atingir 80% de plástico PCR».Por último, o responsável mencionou ainda a aposta em IA, referindo que a oferta «está a evoluir». Assim, «em 2025, apenas 5%» dos computadores da Acer eram Copilot+ PC e este ano esse valor já subiu para «20%» e vai continuar.
Sobre o que esperar para 2026, o VP de product business unit da Acer EMEA disse que, apesar de existir «um desequilíbrio entre oferta e procura, especialmente em componentes-chave como as memórias, o que coloca muita pressão» nos fabricantes, a Acer prevê um «2026 forte». Isto porque ainda existe «uma quantidade inacreditável de produtos com o Windows 10, que não são elegíveis para migrar para o Windows 11», o que constitui «uma oportunidade única».
Massimiliano Rossi esclareceu que outro dos factores diferenciadores da marca é o «serviço de assistência técnica próprio», que permite à empresa «oferecer um conjunto mais alargado de extensões de garantia». Assim, com os «preços a subir cada vez mais, alguns clientes podem decidir adiar novos investimentos e prolongar a vida útil dos actuais equipamentos» e a Acer consegue dar resposta neste caso, além de ter também produtos recondicionados. A empresa tem mais de 300 parceiros de reparação certificados e realizou cerca de «275 mil reparações ao longo de 2025», acrescentou.
A importância do canal
A directora EMEA – commercial, sales & marketing da Acer, Cristina Pez, falou da aposta na educação e explicou que a tecnológica «ouviu os professores e educadores» para «desenhar dispositivos à medida das suas necessidades» e que, paralelamente, a marca se juntou a um ecossistema de parceiros como a European Schoolnet, a UNESCO, a Google e a Intel para ajudar a ter os melhores produtos adaptados ao sector. A responsável salientou ainda que a «IA apoia e capacita os professores, mas não os substitui» e, por isso, que o «verdadeiro risco não é a tecnologia, mas não fazer nada».
Já sobre o canal, a directora referiu que a «estratégia se mantém com vendas 100% de forma indirecta, trabalhando em proximidade com distribuidores e revendedores locais para chegar aos clientes finais». Cristina Pez sublinhou ainda o programa de fiabilidade da Acer, através do qual a empresa se «compromete a substituir e reembolsar dispositivos que apresentem problemas durante o primeiro ano» de funcionamento e que é uma das apostas da marca para ganhar confiança no segmento das PME e da administração pública. Além disso, anunciou o lançamento de um novo Portal de Parceiros que centraliza ferramentas interactivas de vendas, comparação de produtos, formação e materiais de marketing. Este já está acessível em alguns mercados e «vai estar disponível em todos os países da EMEA em Junho».
No final do evento, a responsável destacou uma das conclusões de um estudo recente do FMI que indica que «desbloquear o potencial da educação e das PME através da digitalização não é apenas uma oportunidade de negócio, mas um imperativo para a economia e para o futuro».









