O Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DEI/FCTUC) anunciou que reformulou o mestrado em Segurança Informática, que passa agora a ter o nome Engenharia de Cibersegurança (MEC). O programa tem um currículo abrangente que vai permitir aos alunos acesso a um vasto conjunto de conhecimentos e competências práticas, com foco «na criptografia, privacidade, comunicações e infraestruturas seguras, segurança de software e gestão de risco».
Paulo Simões, professor associado do DEI/FCTUC e coordenador do MEC, explica que a criação do mestrado foi «motivada pela crescente escassez de profissionais qualificados para enfrentar os desafios da economia digital e a sofisticação do cibercrime». O responsável salienta que «esta carência é acentuada pela urgência em proteger infraestruturas críticas e garantir a privacidade dos dados num panorama global de riscos cibernéticos constantes».
Além da procura directa por parte das empresas, quer do sector público, quer do privado, «a estruturação deste mestrado responde a exigências regulamentares e estratégicas de nível internacional, como a Diretiva NIS2 da União Europeia e o European Cybersecurity Skills Framework da ENISA», acrescenta. Assim, o curso destina-se «a profissionais já com experiência consolidada (não inferior a cinco anos) na área de informática e/ou de cibersegurança, que desejem aprofundar os seus conhecimentos nas várias vertentes desta área, para poderem continuar a progredir na sua carreira», esclarece o coordenador.
Remoto e sem barreiras
Paulo Simões revela que «o grande diferencial do mestrado, face à oferta tradicional em Portugal neste domínio, reside na sua total adaptação a profissionais que já se encontram no mercado de trabalho e que, por exigências de carreira, não podem interromper a sua actividade». Assim, o MEC funciona integralmente em regime de ensino à distância, eliminando as barreiras geográficas e temporais que muitas vezes impedem a progressão académica de quadros superiores».
O curso combina «sessões síncronas com actividades assíncronas», que podem ser estudo guiado, trabalhos laboratoriais, análises de casos de estudo, discussões em grupo, o que «permite uma assinalável flexibilidade logística, garantindo que o conhecimento académico de ponta da Universidade de Coimbra chegue a profissionais em qualquer ponto do país ou no estrangeiro, colmatando assim a lacuna de formação contínua especializada».
A primeira fase de candidaturas decorre até 31 de Março, sendo que existirão novas fases de inscrições em Junho/Julho e Setembro. Os interessados podem ver mais informações sobre o curso na página dedicada ao mestrado disponível no site uc.pt/fctuc/dei. O valor da propina «está ainda pendente de aprovação formal, mas será competitivo com a oferta disponível nesta área a nível nacional», refere Paulo Simões.









