A Deepbond nasceu da experiência de um dos seus co-fundadores em apps de dating. Miguel Vieira, que idealizou o projecto e ao qual se juntou Nelson Pinto, explica que «depois de vários anos a utilizar diferentes aplicações», começou «a sentir que o problema já não era a falta de pessoas para conhecer», mas sim «perceber, no meio de tantas opções, com quem fazia realmente sentido investir tempo e criar uma ligação». Assim, a missão da Deepbond «é ajudar as pessoas a criarem relações mais intencionais e compatíveis» e, para isso, a startup idealizou uma aplicação que dá «mais importância à compatibilidade e àquilo que cada pessoa considera realmente importante numa relação» e que se baseia em ‘dealbreakers’.
O CEO e co-fundador da Deeep, Miguel Vieira, esclarece como funciona esta opção: «Cada utilizador pode definir questões sobre temas que considera importantes e indicar quais são as respostas compatíveis consigo. Podem estar relacionadas, por exemplo, com estilo de vida, objectivos, valores ou expectativas relativamente a uma relação. Quando alguém demonstra interesse nessa pessoa, tem primeiro de responder aos seus dealbreakers. Existe ainda um nível mínimo de compatibilidade definido pelo próprio utilizador que tem de ser atingido antes de os dois se poderem ligar».
A abordagem da Deepbond significa que «uma ligação não acontece apenas porque duas pessoas se acharam interessantes», mas sim porque há uma «primeira camada de compatibilidade», indica o responsável. Miguel Vieira acrescenta que «muitas dating apps foram desenhadas para maximizar o número de perfis vistos, likes, matches e tempo passado na aplicação» e que, ao contrário, a «Deepbond foi pensada para tentar aumentar a qualidade das ligações». Assim, o objectivo não é ser uma aplicação para todos, como refere o empreendedor: «Queremos ser uma alternativa para quem está cansado da dinâmica tradicional das dating apps e procura algo mais sério e intencional».
Crescer de forma sustentável
A startup tem actualmente «três pessoas» e tem «conseguido manter uma estrutura muito pequena e ágil», refere Miguel Vieira. No entanto, tem planos para aumentar a equipa, mas quer «fazê-lo de forma sustentável». Assim, as áreas onde pensam contratar são «tecnologia/produto e marketing/growth», que são «fundamentais» para conseguirem «desenvolver o produto e escalar para novos mercados», sublinha o responsável. O CEO avança quais são os objectivos: «Uma das nossas prioridades neste momento é continuar a optimizar o nosso modelo de monetização e aumentar a receita da Deepbond, para podermos reinvestir esse crescimento na empresa».Lançada em Junho de 2024, a Deepbond «ultrapassou os 26 mil utilizadores, tendo começado por crescer essencialmente no mercado português», revela Miguel Vieira.
Como em qualquer empresa, nem sempre tudo corre como o previsto e a operação no Reino Unido acabou por não se revelar acertada para a startup. O co-fundador revela que decidiram sair porque «o custo necessário para ganhar escala e criar liquidez era significativamente superior ao que tinham antecipado». No entanto, a experiência «permitiu aprender bastante sobre aquilo que é preciso fazer de forma diferente numa próxima internacionalização». É por isso que já estão «a preparar a entrada num novo mercado até ao final deste ano», mas Miguel Vieira não quis revelar ainda qual vai ser esse país.
Sobre o futuro, o responsável diz que querem «continuar a crescer em Portugal e consolidar a Deepbond como uma alternativa relevante para quem procura relações sérias». Além disso, a ambição é ser uma «marca internacional de dating» e avançar para outros países: «Gostaríamos que, durante o próximo ano, a Deepbond estivesse a operar de forma consistente em Portugal e pelo menos num segundo mercado. Se as coisas correrem bem, poderemos chegar a um terceiro».









