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Schneider Electric, AVEVA e Start Campus implementam gémeo digital para optimizar operações da Nscale

O Immersive Twin tem como objectivo «acelerar a produção de tokens e optimizar a sua eficiência» e está implementado na unidade do SIN01 do SINES Data Campus. 

© Start Campus

A Schneider Electric, a AVEVA, a Nscale e a Start Campus anunciaram um dos primeiros projectos-piloto de um gémeo digital de ponta-a-ponta baseado no NVIDIA Omniverse DSX Blueprint.

O Immersive Twin tem como objectivo «acelerar a produção de tokens e optimizar a sua eficiência» e está implementado nas operações Nscale na unidade do SIN01 do SINES Data Campus.

O gémeo digital permite combinar dados de engenharia e de operação com simulações avançadas de energia e arrefecimento e com os requisitos das cargas de trabalho e «oferece uma visão unificada do desempenho do centro de dados para identificar oportunidades de optimização da infraestrutura antes de as alterações serem aplicadas no local.

A Nscale pode assim usar o gémeo digital para modelar e testar cenários hipotéticos de novas configurações ou tecnologias antes da sua implementação, o que encurta os prazos de entrada em produção e reduz significativamente o risco.

Com o Immersive Twin, a Nscale espera obter um time to token mais curto, maior eficiência de tokens, operações optimizadas, maior flexibilidade e menor risco na actualização ou alteração da sua stack tecnológica.

Segundo a Start Campus, o piloto «apoia todo o ciclo de vida das AI factories, do projecto à operação, com a criação de um gémeo digital baseado em OpenUSD que liga tecnologias da Schneider Electric e da ETAP e o software da AVEVA e de terceiros».

David Power, Diretor de Tecnologia (CTO) da Nscale, explica o projecto: «Em colaboração com a Start Campus, a Schneider Electric e a NVIDIA, estamos a usar gémeos digitais para modelar o funcionamento dos centros de dados de IA no mundo real, da energia e do arrefecimento até à entrega de tokens. Isto dá-nos uma visão mais clara de onde é possível optimizar toda a stack antes de intervir no terreno. Trata-se de recorrer à inteligência e à simulação para construir e operar infraestruturas de IA de forma mais eficiente e sustentável, à escala».

Já Pankaj Sharma, Vice-Presidente Executivo de Software e Serviços da Schneider Electric, salienta que «construir um gémeo digital credível e de ponta a ponta exige colaboração em todo o ecossistema de IA».

Assim, «ao ligar os requisitos de workload e de infraestrutura de TI da Nscale aos dados da instalação e da infraestrutura física da Start Campus e combinar tudo com a tecnologia de gémeos digitais da Schneider, reunimos as perspectivas essenciais para modelar as fábricas de IA de forma mais holística e identificar oportunidades de optimizar o desempenho, a eficiência e a produção de tokens», acrescenta o responsável.

Robert Dunn, Diretor Executivo da Start Campus, salienta que esta colaboração mostrou «que operadores e clientes projectam, desenvolvem e operam melhor os centros de dados quando trabalham a partir do mesmo modelo».

O responsável refere ainda que «ao usar gémeos digitais para simular como um aumento da densidade de racks se propaga pela cadeia de alimentação eléctrica e pelo circuito de arrefecimento líquido antes de se tornar realidade física, podemos testar novas gerações de hardware, acordar a configuração com o cliente e construir à primeira. Isto acelera a implementação, melhora a eficiência e maximiza o valor de cada megawatt. É um passo importante para a entrega de infraestrutura de IA resiliente e à escala».

 

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