A Deloitte anunciou que as candidaturas à 4.ª edição do Technology Fast 50 Portugal estão abertas até 16 de Outubro sendo que as empresas nacionais que queiram ser consideradas para este ranking podem inscrever-se através da página dedicada à iniciativa no site da consultora. Para participar, as empresas e startups nacionais têm de ser «tecnológicas». Pedro Brás da Silva, partner da Deloitte, explicou o que isso significa para a consultora: Têm de ter uma grande parte das receitas através de tecnologia própria e propriedade intelectual ou parte do negócio tem de vir de I&D ou utilizar tecnologia de forma única para resolver um problema». Por outro lado, tem de «ter uma sede em Portugal ou ter sido fundada em território nacional ou ter accionistas portugueses e ter uma parte significativa, neste caso, mais de 30% ou dos colaboradores ou do volume de negócios em Portugal ou, ainda, se tiver mais de metade do top management baseado em Portugal e, simultaneamente, ter mais de 30% volume de de negócios também em Portugal», acrescentou.
Além do ranking que «ordena as empresas por taxa de crescimento do volume de negócios», há ainda outras categorias o Women in Leadership Award; o Rising Stars Award, que é atribuído a empresas que se estejam a destacar no mercado e não necessariamente que estão no Technology Fast 50 Portugal» e que resulta de uma parceria com a Startup Portugal; o Market Catalyst Award, que é atribuído em colaboração com a Google Cloud e reconhece «empresas que estão com um impacto económico significativo não apenas de crescimento, mas da dimensão, da rentabilidade, do número de colaboradores, portanto, do emprego gerado»; o Venture Champion Award, que premeia incubadoras e investidores; e o Impact Award, dado a empresas que «têm um impacto mais significativo na sociedade», referiu o responsável.
O caso português
O evento do anúncio da nova edição foi também marcado pela apresentação dos dados nacionais, que mostram uma evolução significativa do sector tecnológico ao longo da última década. O peso desta área no valor acrescentado da economia passou de 3,4%, em 2015, para 5% em 2025, ficando mais próximo da média europeia (5,6%). Pedro Brás da Silva referiu que apesar da evolução, existem ainda áreas onde Portugal deve melhorar para se aproximar do resto da Europa, como «o investimento das empresas em inovação e a capacidade de transformar propriedade intelectual em negócio».
A edição anterior do Technology Fast 50 Portugal registou um crescimento mediano das empresas do ranking de 240% ao longo de três anos. Estas cinquenta empresas, como um todo, representarem 400 milhões de vendas, dos quais 300 milhões em exportações», revelou Cristiano Pereira, senior manager da Deloitte. O responsável salientou que estas «são a principal alavanca do crescimento» das empresas, «o que é normal, considerando a dimensão do mercado interno e o grau de especialização» das mesmas. Por outro lado, destacou que as cinquenta tecnológicas «empregam quase 4 mil pessoas, com uma receita por trabalhador de 115 mil euros» e que «à medida que estas empresas crescem, estão a empregar mais e a qualificar a sua força de trabalho».
A evolução do Fast 50 Portugal
No final, Pedro Brás da Silva fez um balanço das três edições anteriores à businessIT: «Estamos muito satisfeitos. O que temos visto é que todos os anos temos uma renovação de cerca de 50% do ranking, o que significa que ao mesmo tempo temos empresas que estão a manter-se e continuam com taxas de crescimento muito interessantes, mas temos outras que de certa forma conseguem penetrar, vindas de baixo, ou simplesmente foram criadas mais recentemente, mas que estão a escalar. Também temos visto que algumas das empresas vencedoras em anos anteriores acabam por se consolidar como empresas bastante conhecidas. É o caso da Bloq.it, uma empresa que identificamos como Rising Star na nossa primeira edição e que nas duas edições seguintes fez primeiro lugar o nosso ranking nacional e fez segundo lugar nas últimas duas edições do nosso ranking da Europa, Médio Oriente e África».
Já sobre as perspectivas para esta edição, o responsável foi categórico: «O que esperamos para esta edição é a revelação de novas empresas. Esperamos também que alguma das Rising Stars anteriores brilhe no nosso ranking deste ano, portanto, que esteja no topo ou muito perto do topo e também novos modelos de negócio e novas tecnologias cada vez mais ligadas à inteligência artificial».









