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MEO regista receitas de 648 milhões de euros no segundo trimestre

Os resultados foram impulsionados pela expansão do negócio de energia e do crescimento do segmento B2B, que mitigaram a redução das receitas do segmento consumo.

A MEO revelou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 em que registou receitas de 648 milhões de euros, um crescimento de 0,2% face ao período homólogo. Estas foram impulsionadas expansão do negócio de energia e do crescimento do segmento B2B, que mitigaram a redução das receitas do segmento consumo.

As receitas da área do consumo totalizaram 366 milhões de euros, registando um aumento de 0,3% face a 2025. Esta evolução foi sustentada pelo aumento de 3,0% das receitas de serviços fixos e a área de actividade MEO Energia cujas receitas cresceram 36,0% e o número de clientes para 256 mil no final de Junho deste ano.

No final do segundo trimestre, a rede da MEO apresentava uma cobertura de 6,7 milhões de lares, com 99,98% em 4G e 97,91% em 5G. No final de Junho de 2026, a base de serviços fixos por fibra atingiu 4,5 milhões, correspondendo a um crescimento homólogo de 0,3% e a base de clientes móveis pós-pagos manteve uma trajectória positiva, crescendo 3,7% face ao período homólogo, equivalente a mais 117 mil.

No segmento empresarial, a operadora conseguiu receitas de 282 milhões de euros, que representam 1,6% em relação ao segundo trimestre de 2025. Dessas, aproximadamente 199 milhões de euros foram da divisão de B2B (+5,3%). Os serviços não-Telco continuaram a reforçar a sua relevância, representando 25% do total das receitas de Serviços B2B. O número de clientes destes serviços fixos aumentaram 0,1% face ao período homólogo, enquanto a base de clientes móveis Pós-pagos cresceu 5,4%.

A unidade Altice Labs reforçou o seu crescimento nos mercados internacionais, com a receita proveniente do mercado externo a duplicar face ao período homólogo, aumentando o seu peso na receita total de 10% para 20%. Já o negócio de Wholesale, a MEO também prosseguiu a sua estratégia de diversificação com aposta «em sistemas submarinos, soluções de satélite e no Centro de Interligação de Redes Internacionais, em Linda-a-Velha».

O EBITDA totalizou 222 milhões de euros, representando uma diminuição de 7,5% em relação ao mesmo semestre do ano anterior. Segundo a empresa, isto deve-se à «elevada competitividade no mercado de telecomunicações, bem como o aumento de determinados custos operacionais directamente influenciados pelas pressões inflacionistas, nomeadamente custos com aluguer de infraestrutura, sistemas de informação e energia».

Além disso, a MEO fez um investimento atingiu 97 milhões de euros no segundo trimestre para o «desenvolvimento e modernização das suas redes e infraestruturas de nova geração» e concluiu a alienação da participação de 65% na Intelcia e a venda do data center da Covilhã.

Ana Figueiredo, CEO da operadora, explica o desempenho da empresa: «Os resultados do segundo trimestre de 2026 confirmam a resiliência da MEO num dos períodos mais desafiantes que o sector das telecomunicações tem atravessado. Num mercado de elevada intensidade concorrencial, alcançámos receitas de 648 milhões de euros, ligeiramente acima do período homólogo, reflectindo a execução disciplinada da nossa estratégia, a confiança dos nossos clientes e o compromisso de continuar a servi-los com qualidade, confiança e proximidade, enquanto transformamos a empresa para responder aos desafios do futuro».

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