A Darede reforçou a sua operação em Portugal, onde está desde 2025, após um Strategic Collaboration Agreement (SCA) celebrado com a AWS, A empresa brasileira especializada em cloud, IA e transformação digital é «a única» com presença no mercado nacional que, «até ao momento», celebrou este tipo de acordo estratégico com a tecnológica americana.
O escritório da empresa em Oeiras será o novo hub europeu da empresa e terá «um papel central na sua estratégia de crescimento» apoiando organizações portuguesas na adopção da nuvem e de inteligência artificial.
Diego Marques, Head of EMEA da Darede, explica a estratégia para o mercad nacional: «A decisão de fazer de Portugal o nosso hub europeu resulta da evolução que temos registado no mercado e da confiança no potencial de crescimento da operação. O investimento da AWS permite-nos acelerar esse caminho, reforçar a equipa, aumentar a proximidade às empresas portuguesas, ajudá-las a modernizar as suas infraestruturas e a acelerar a adoção de cloud e IA de forma segura e sustentável».
Até ao final do ano, a empresa prevê contratar cerca de 10 pessoas, sobretudo para funções comerciais e técnicas, para reforçar a operação europeia, que conta com vinte profissionais. As novas contratações acompanharão o crescimento da actividade em Portugal e noutros mercados, num modelo de trabalho remoto e com equipas distribuídas por diferentes países.
Em 2025, operação da empresa em Portugal representou cerca de 4% do negócio global. A Darede trabalha com cerca de 50 clientes portugueses, aproximadamente 75% dos quais pequenas e médias empresas, desenvolvendo projectos nas áreas de cloud, modernização de infraestruturas, cibersegurança e IA.
A tecnológica tem «soluções ajustadas a diferentes níveis de maturidade tecnológica, desde a criação de bases cloud seguras, escaláveis e com maior controlo de custos até à migração de aplicações para infraestruturas AWS, e automatização de processos documentais através de IA».
O responsável esclarece que «muitas organizações continuam a operar com infraestruturas pouco eficientes ou avançam para a cloud e para a IA sem uma estratégia clara para os dados, a segurança e o controlo de custos. Ao mesmo tempo, têm de responder a um enquadramento regulatório cada vez mais exigente, marcado pelo AI Act, pela directiva NIS2, pelo DORA e pelo RGPD. O desafio passa, por isso, por garantir que a inovação acontece sobre bases sólidas, seguras e preparadas para cumprir estas exigências».
Paralelamente ao crescimento da operação e da base de clientes, a Darede tem vindo a reforçar a colaboração com universidades, aceleradoras e programas de inovação em Portugal, através de iniciativas desenvolvidas com entidades como a Fintech House, a AI4Agrifood e a ISEG Executive Education.









