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DE-CIX: 56% dos portugueses preferem uma garantia de “Zero Lag” à velocidade da Internet

No entanto, segundo o estudo, apenas 10% dos inquiridos está disponível a pagar mais por mês para ter este tipo de serviço.

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A DE-CIX divulgou a segunda parte dos resultados do estudo sobre a latência e o uso de Internet em Portugal . O relatório feito pela NetSonda mostra que 42% dos portugueses abandonou uma actividade online no último mês devido ao seu fraco desempenho.

Além disso, 76% dos inquiridos afirma ser frustrante sofrer de falhas de rede durante actividades importantes de trabalho ou lazer apesar de pagarem por um serviço de internet premium. Entre os principais problemas estão páginas ou aplicações (51%) que demoram muito tempo a carregar, quedas de ligação curtas (46%) e streaming de vídeo (36%).

O estudo, realizado com base em 600 entrevistas, mostra também que os consumidores estão a tornar-se menos tolerantes com os serviços digitais lentos. Mais da metade dos inquiridos (53%) afirma ter menos paciência para os serviços digitais lentos ou que não respondem do que há cinco anos. Esta impaciência é particularmente evidente em momentos críticos online.

Assim, atrasos na Internet, falhas ou breves desconexões são considerados inaceitáveis ​​por 65% dos inquiridos durante o trabalho ou actividades profissionais, por 63% durante transacções online e por 56% durante comunicações pessoais em tempo real.

Segundo o estudo, os pagamentos ou transacções online, as videochamadas e a navegação geral na web são os serviços online para os quais os utilizadores esperam os tempos de resposta mais rápidos, com cerca de metade a esperar uma resposta quase imediata (em menos de 2 segundos) em cada um destes serviços.

Por outro lado, mais da metade dos inquiridos (53%) afirma ter menos paciência para os serviços digitais lentos ou que não respondem do que há cinco anos. Assim, atrasos na Internet, falhas ou breves desconexões são considerados inaceitáveis ​​por 65% dos inquiridos durante o trabalho ou actividades profissionais, por 63% durante transacções online e por 56% durante comunicações pessoais em tempo real.

Os resultados revelam também interesse dos consumidores em soluções focadas na estabilidade em vez da velocidade. Quase metade dos inquiridos demonstrou interesse numa “garantia de Zero Lag” e 56% consideram-na mais atractiva do que velocidades de download mais elevadas. Contudo apenas 10% dos inquiridos está disponível a pagar mais por mês para ter este tipo de serviço. 35% estaria disponível para trocar de fornecedor de serviço para obter esta garantia e 25% aceitaria uma redução da velocidade máxima mantendo o valor pago mensalmente.

Ivo Ivanov, CEO da DE-CIX, salienta que «uma experiência online positiva depende não só da largura de banda, mas também de factores como a latência e a qualidade da infraestrutura de rede subjacente».

O responsável acrescenta que os «resultados mostram que os consumidores estão a tornar-se menos tolerantes a interrupções durante momentos importantes online. Seja a trabalhar, a realizar tarefas quotidianas ou a manter-se conectadas com outras pessoas, as pessoas esperam cada vez mais que as experiências online sejam ágeis e fiáveis».

Para Ivo Ivanov, «à medida que os serviços digitais se tornam mais integrados na vida diária, a conectividade fiável deixou de ser um diferencial e passou a ser uma expectativa essencial».

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