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Tecnologia portuguesa para diagnóstico e tratamento do cancro é finalista do Prémio Inventor Europeu 2026

A investigadora Paula Videira e a sua equipa desenvolveram o L2A5, um anticorpo altamente específico que reconhece assinaturas moleculares presentes nas células cancerígenas, mas ausentes ou inacessíveis no tecido saudável.

Paula Videira @ EPO

Uma investigação portuguesa liderada por Paula Videira, professora catedrática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT e directora da unidade de investigação UCIBIO, desenvolveu o L2A5, «um anticorpo altamente específico que reconhece assinaturas moleculares presentes nas células cancerígenas, mas ausentes ou inacessíveis no tecido saudável».

Uma das principais dificuldades no diagnóstico e tratamento do cancro é a identificação de características moleculares que distingam claramente as células tumorais do tecido saudável. «Ao identificar moléculas de açúcar associadas a tumores com uma precisão sem precedentes, a invenção abre novas possibilidades para diagnósticos mais selectivos e terapias contra o cancro».

A equipa e a investigadora foram seleccionadas como finalistas na categoria ‘Research’ do Prémio Inventor Europeu 2026 da Organização Europeia de Patentes (OEP) . O vencedor será conhecido a 2 de Julho de 2026 após votação pública que já está a decorrer.

Paula Videira, explica que a descoberta foi um processo cumulativo: «Cada experiência reforçava a nossa confiança. No entanto, quando observámos o nosso anticorpo a ligar-se ao tecido tumoral, mas não ao tecido saudável, percebemos o potencial terapêutico da nossa invenção».

A investigação contou ainda com o apoio da Universidade NOVA de Lisboa, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO) e o Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf.

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