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O Elemento Humano: A Principal Porta de Entrada para Ciberataques

Os utilizadores permanecem o vetor mais acessível para os atacantes, estando presentes nas principais causas de acesso inicial em ataques de ransomware.

Pesquisas globais conduzidas pela IDC revelam que, apesar da crescente diversificação do cenário de ameaças, o elemento humano continua a representar a principal vulnerabilidade nas organizações. Os utilizadores permanecem o vetor mais acessível para os cibercriminosos, estando presentes nas principais causas de acesso inicial em ataques de ransomware.

A investigação mais recente da IDC e da Logicalis procurou identificar as fontes mais significativas deste acesso inicial, tendo apontado as cinco principais:

  • Ataques através do browser, em que os cibercriminosos obtêm acesso durante a navegação normal na internet (18%);
  • Ataques à cadeia de fornecimento (13%);
  • Malware distribuído através de dispositivos periféricos ou suportes removíveis inseridos num sistema pelo utilizador (13%);
  • Abertura de um URL ou de um anexo malicioso num e-mail de phishing (12%);
  • Acesso malicioso através de credenciais comprometidas (12%).

Estes dados demonstram que, independentemente da sofisticação tecnológica, os comportamentos humanos continuam a ser um fator crítico na superfície de ataque.

Num contexto em que os cibercriminosos recorrem cada vez mais a tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial, para escalar campanhas de ataque, a exploração de identidades e comportamentos mantém-se altamente eficaz. A automatização de técnicas como phishing, engenharia social e recolha de informação permite aumentar significativamente a probabilidade de sucesso das tentativas de intrusão, reduzindo simultaneamente o esforço necessário por parte dos cibercriminosos.

Perante este cenário, torna-se essencial que as organizações adotem uma abordagem integrada à cibersegurança, combinando tecnologia, processos e formação contínua dos utilizadores. A implementação de controlos robustos, a monitorização ativa de comportamentos e credenciais, bem como o reforço das políticas de acesso e autenticação, são medidas fundamentais para mitigar o risco associado ao fator humano.

“Quando as equipas de segurança combinam tecnologia com formação e processos bem definidos, conseguem reduzir significativamente o sucesso de ataques baseados em erro humano, mesmo quando os cibercriminosos são muito persistentes.”

– Edgar Coutinho, Security Services Delivery Manager da Logicalis Portugal

➡️ Para saber mais sobre este estudo, faça o download gratuito do infográfico da IDC em www.pt.logicalis.com/estudos-idc-logicalis