A NordVPN divulgou os dados do ‘Teste Nacional de Privacidade’, um questionário que permite a qualquer pessoa do mundo responder a 22 perguntas que avaliam as competências e conhecimentos em matéria de privacidade online. Os resultados de 2025, que reúnem respostas de mais de 36 500 inquiridos de 192 países, revelam que 92% dos portugueses não compreendem os riscos associados à utilização de IA no trabalho, nomeadamente a exposição de dados pessoais e empresariais, quando usam ferramentas como o ChatGPT, o Copilot e o Gemini para aumentar a produtividade.
Marijus Briedis, CTO da NordVPN, explica que «as pessoas estão a introduzir informações confidenciais em ferramentas de IA sem perceberem para onde esses dados vão, como são armazenados ou quem pode ter acesso a eles» e que as interacções com os assistentes «podem ser registadas, analisadas e potencialmente utilizadas para treinar modelos futuros». O responsável alerta que «quando os colaboradores partilham dados de clientes, estratégias internas ou informações pessoais com assistentes de IA, podem estar a criar vulnerabilidades de privacidade sem querer».
Portugal na média
O País tem um valor global de 57% no ‘Teste Nacional de Privacidade’, o que o coloca na 26ª posição entre todos os territórios analisados e corresponde à média global. No entanto, nos hábitos digitais diários, o valor baixa para 53% e na tolerância ao risco para 52%, sendo que o valor onde Portugal tem melhor qualificação é na consciência sobre privacidade, com 67%, acima de países como Espanha, Itália e Bélgica. Segundo os dados da NordVPN, os resultados dos participantes nacionais são semelhantes à média global e os melhores entre os países do Sul da Europa. A verdade é que os portugueses estão entre os utilizadores que mais sabem «o que fazer depois de serem notificados de que um dispositivo desconhecido tentou aceder ao seu e-mail» (86%).
Além disso, aumentaram os seus conhecimentos em relação ao ano anterior sobre quais são «os ataques mais comuns que estão a ser realizados usando tecnologia de IA» (65%), como deepfakes, e sobre «ferramentas online que protegem a privacidade digital» (35%). Mas nem tudo está bem em Portugal: os utilizadores nacionais sabem menos do que a média global sobre o que fazer depois de receberem um e-mail inesperado do seu banco a notificá-los sobre um levantamento (60%).
Por outro lado, globalmente, a consciência sobre como os cibercriminosos fazem com que URL falsos pareçam legítimos e como proteger uma rede Wi-Fi doméstica permaneceu estável, mas entre os participantes portugueses este valor diminuiu 16% em 2025.









