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Check Point: ataques cibernéticos globais aumentam 17% em Janeiro

Portugal segue tendência mundial com um crescimento de 12 % de ataques em Janeiro, atingindo 2110 ataques semanais às organizações nacionais.

Standret/Freepik

A Check Point Research divulgou os dados globais de inteligência de ameaças relativos a Janeiro de 2026, revelando que as organizações em todo o mundo enfrentaram, em média, 2090 ataques cibernéticos por semana. Este valor representa um aumento de 3% face a Dezembro e um crescimento de 17% em termos homólogos.

A nível global, o sector da educação manteve-se como o mais atacado a nível global, com uma média de 4364 ataques semanais por organização, um aumento de 12% face ao ano anterior. As entidades governamentais surgem em segundo lugar, com 2759 ataques semanais, mais 8% em termos homólogos. O sector das telecomunicações subiu para a terceira posição, com 2647 ataques por semana, também um aumento de 8%.

Já em termos regionais, a América Latina registou o maior volume de ataques, com uma média de 3110 ataques por organização por semana, um crescimento de 33% em termos homólogos. A APAC seguiu-se com 3087 ataques, mais 7%., seguido de África com .864 ataques, uma diminuição de 6%. A Europa apresentou um crescimento de 18% e a América do Norte um aumento de 19% face ao ano anterior.

O ransomware manteve-se como uma das ameaças mais destrutivas em Janeiro, com 678 incidentes reportados publicamente, representando um aumento de 10% face ao mesmo período do ano passado. A América do Norte concentrou 52% de todos os casos conhecidos, seguida da Europa com 24%, confirmando que os atacantes continuam focados em regiões economicamente mais valiosas.

Os principais grupos de ransomware foram o Qilin, responsável por 15% dos casos, o LockBit com 12% e o Akira com 9%, sendo colectivamente responsáveis por uma parte significativa das divulgações de vítimas.

Portugal viu os ataques a aumentar ao nível de dois dígitos, atingindo 12%, valor acima da média global, e que significou 2110 ataques de ransomware por semana. Os sectores da educação, administração pública e dos serviços financeiros foram os três mais afectados.

«Os dados de Janeiro mostram que os ataques cibernéticos não estão apenas a aumentar, estão também a tornar-se mais sofisticados e oportunistas», afirma Rui Duro, Country Manager para Portugal da Check Point Software.

«Os grupos de ransomware estão a acelerar as suas campanhas e a utilização não controlada de GenAI está a criar novos pontos cegos para as organizações. Uma abordagem prevention first, com protecção em tempo real suportada por IA, é a única forma eficaz de travar os ataques antes de causarem danos operacionais ou financeiros», acrescenta o responsável.

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