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MuleSoft: investimento em automação e low-code aumenta devido à falta de talento nas TI

O estudo da empresa da Salesforce mostra que 36% das organizações planeia aumentar o uso de ferramentas low-code e no-code nos próximos 12 meses.

Rawpixel/Freepik

O relatório 2022 IT Leaders Pulse Report revela que 73% dos líderes de TI concorda que a contratação está mais difícil e que 98% confirma que atrair talentos de TI influencia as suas escolhas de investimento em tecnologia.

O estudo da Mulesoft, que ouviu mil responsáveis séniores de TI de organizações de diversos países, revela também que os inquiridos estão preocupados com os colaboradores e clientes. A maioria (86%) afirma que a experiência que uma organização oferece a estes elementos é tão importante como os seus produtos e serviços e que as tecnologias de atendimento ao cliente (86%) e do colaborador (85%) são críticas para que a sua organização possa ser competitiva.

Outras das conclusões revela que 87% dos entrevistados considera que investir em pessoas é extremamente importante. Assim, a maioria planeia investir na melhoria do bem-estar dos colaboradores alocados à área de TI (82%) e na qualificação (78%), ambos à frente do aumento do número de colaboradores nas TI (68%) nos próximos 12 meses.

O relatório mostra ainda que o movimento de despedimentos voluntários denominado ‘GreatResignation’ criou lacunas de competências de TI nas empresas (98%), principalmente em TI e arquitectura de soluções (60%) e funções de gestão de infraestrutura e cloud (45%).

É por isso que as empresas estão a adoptar as iniciativas de automação com 67% dos inquiridos a automatizar de forma parcial ou total as suas operações de TI, e muitas a introduziram níveis semelhantes de automação em outras funções do negócio como o apoio ao cliente (59%), finanças (60%), marketing (58%), vendas (56%) e RH (55%). No entanto, os processos totalmente automatizados permanecem bastante baixos com uma média de 23% das organizações a afirmar que conseguiram alcançá-lo em todas as funções de negócios.

Outra das apostas é nas ferramentas low-code e no-code para permitir a construção de novas experiências. Quase todas as organizações (96%) utilizam actualmente este tipo de soluções e 36% planeia aumentar a sua utilização ao longo dos próximos 12 meses. No entanto, a maioria dos líderes de TI (98%) afirma que os novos investimentos são influenciados pela capacidade de uma ferramenta se integrar à tecnologia existente.

Matt McLarty, Global Field CTO da MuleSoft, explica que os líderes de TI «devem procurar melhorias de processos mais amplas em toda a empresa, através da automação, que promovam a inovação, melhorem as experiências do utilizador e impulsionem o crescimento eficiente».

O responsável salienta ainda que a «actual situação económica deixa os líderes sem escolha» já que «têm de fazer mais com menos» e que ao «automatizarem processos sempre que possível, os líderes podem obter valor mais rapidamente» para a sua organização já que fazem face à falta de talento.

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