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Reduniq revela que pagamentos contactless aceleraram com a pandemia

A COVID-19 alterou os hábitos de consumo, com um aumento significativo do comércio electrónico e dos pagamentos contactless. A Reduniq, que ajudou as empresas a adaptarem-se à nova realidade, acredita que a modalidade de pagamento sem contacto vai continuar a crescer.

A pandemia obrigou várias empresas a acelerar os processos de transformação digital de forma garantirem a continuidade do negócio através de vendas online, mas nem todas tinham condições para fazer esta evolução.

Tiago Oom, director da Reduniq revela que perante o contexto actual, em que a grande maioria dos negócios tiveram de fechar as portas temporariamente, e no qual o e-commerce registou um aumento exponencial do número de transações, seria «imperativo dar resposta às dificuldades sentidas sobretudo pelos pequenos comerciantes para garantir que estes pudessem prosseguir a sua actividade, ao transitar o seu processo de pagamentos físico para o meio online». É que existem «muitos negócios que ainda não têm condições para uma integração com plataformas de e-commerce», esclarece o responsável.

Assim, a marca da Unicre facilitou as operações como medida de apoio aos negócios e ofereceu o custo de adesão do Reduniq @Payments, uma solução «sem mensalidades ou custos fixos, que permite aos negócios receber pagamentos seguros através de um «simples link». Esta é a «solução ideal» para que as empresas que não têm qualquer presença online «possam solicitar um pagamento aos seus clientes por e-mail, SMS, redes sociais, WhatsApp ou outra plataforma de comunicação», explica à businessIT, Tiago Oom.

Mudanças de hábitos
De acordo com a empresa, os pagamentos com cartão na sua rede, em Março e Abril (até dia 13) registaram-se quebras de 23,8% e 51%, respectivamente, em relação aos períodos homólogos do ano anterior. No entanto, os dados mostram também um aumento de 241% nas transações online e de 103% nos pagamentos contactless entre os dias 1 e 13 e Abril de 2020, em relação ao mesmo às mesmas datas do ano anterior.

Tiago Oom diz que estes valores diferem muito das previsões iniciais para este ano: «Este é um aumento muito superior ao que estimámos para os primeiros meses de 2020, numa altura que nada faria prever esta crise». Já sobre os pagamentos contacless, o director da Reduniq revela que representaram «10% das transações por terminais de pagamento em Março e 17%», em Abril».

O facto é que pandemia «veio acelerar muito o mercado digital, em especial o dos pagamentos» mas isso não é propriamente estranho para uma empresa como a Reduniq: «Já sabíamos que o e-commerce iria assistir a um enorme crescimento no dia-a-dia e que o contactless, também pela enorme simplicidade que representa para empresas e particulares, seria um dos métodos preferidos no momento do pagamento numa loja física. Contudo, Tiago Oom destaca o facto de a pandemia ter feito com que os negócios «sentissem necessidade de se digitalizarem mais rápido». Isto levou também a que a empresa «acelerasse a digitalização de processos internos, nomeadamente o de adesão». Este era um projecto que já tinha sido iniciado, mas que se «precipitou no mês de Março e permitiu que os negócios tenham aderido, à distância, à Reduniq».

Assim, a marca está a promover a utilização de pagamento contactless, quer com cartões, quer com smartphones/wearables e aumentou o montante limite de pagamento para 50 euros nos TPA da sua rede, «como medida de redução do contacto físico e prevenção de contágio num maior número de transações».

Mas a empresa não se fica por aqui e está a desenvolver, «em parceria com a Visa e os Transportes Intermodais do Porto», uma solução de pagamento em transporte que irá permitir que através do cartão contactless de débito ou de crédito, «o utilizador faça o acesso e pagamento à rede de transportes públicos», refere Tiago Oom.

Digital veio para ficar
O responsável da empresa não tem dúvidas de que o sucesso do e-commerce se vai manter, já que «muitas pessoas experimentaram nesta crise, pela primeira vez, os benefícios e comodidade das compras online» e, depois de uma experiência positiva, «certamente que muitos dos consumidores passarão a adoptar este método para muitas das compras que, até aqui, eram físicas».

Já em relação ao contactless, que a Reduniq disponibiliza desde 2013 e que tem vindo a crescer de forma contínua em Portugal, e no mundo, o sentimento é igual e Tiago Oom vê na parceria com os Transportes Intermodais do Porto uma oportunidade para a manutenção desse crescimento: «Com o lançamento desta solução, pioneira em Portugal, tomando como exemplo outras cidades mundiais, acreditamos que este será um hábito que ficará na população, por ser um método mais rápido e simples de fazer um pagamento, mantendo todos os critérios de segurança de uma transação chip e PIN (inserção do cartão e código pessoal)».

Reforço da segurança
Diversas empresas de segurança já alertaram para o aumento do cibercrime nos últimos meses e o crescimento dos pagamentos digitais não está imune aos ciberataques e tentativas de fraude. Assim sendo. a segurança é «uma das áreas-chave da Reduniq, especialmente em momentos ímpares como este».

A empresa «conta com uma equipa de segurança que está em constante monitorização de fraude e, naturalmente, com o aumento das adesões e compras online e com o próprio aumento do valor máximo de contactless sem PIN de 20 para 50 euros, esta equipa reforçou os seus parâmetros de monitorização para garantir os níveis de segurança e de serviço» salienta Tiago Oom.

Além disso, no caso do serviço Reduniq @Payments de pagamentos por e-mail, «não só este é feito em segurança, através de um protocolo 3D Secure da Visa e Mastercard, como é dada a garantia de que o negócio que emite o pagamento é um cliente da Reduniq que cumpre todas as regras dos sistemas internacionais e do próprio acquirer português», acrescenta o responsável.

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